A dona de casa Daucira Rufato Pazani mudou-se para Bauru com uma idéia fixa na cabeça: não pretendia mais morar em apartamentos. “Eu me sentia presa, sem ninguém para conversar nem mesmo com os vizinhos”, recorda. O desejo de sentir-se livre e rodeada por uma boa vizinhança era tanto que resolveu alugar uma casa na Vila Souto para, depois, comprar sua própria residência no mesmo bairro. “Este é um local tranqüilo e os meus vizinhos são muito queridos por mim” afirma.
Pavani diz que uma das maiores vantagens de se morar em casas está no espaço amplo. Caso morasse num apartamento, seu neto não teria conforto para brincar nem haveria lugar suficiente para guardar os brinquedos dele. Ela também não poderia se dedicar à sua pequena horta de cheiro verde e às suas flores. “Gosto muito de mexer com terra e só dá para fazer isso num quintal”, explica. Mas uma das maiores alegrias de Daucira é poder receber seus familiares aos finais de semana com maior comodidade. “Se um dia eu tivesse que viver longe dos filhos e sozinha, voltaria para um apartamento por causa da segurança”, encerra.
A estudante de jornalismo Cláudia Cardoso não achava nem um pouco vantajoso morar em um apartamento em que pagava R$ 340,00 de aluguel por mês e foi morar em uma república onde gasta metade do valor. “Além de ser bem mais barato, eu tenho um quarto só para mim”, aponta. Cardoso também está contente com a nova moradia, que fica no bairro Higienópolis, porque tem espaço para colocar suas roupas para secar.
Ela diz não sentir saudades da vida em condomínio e afirma que existem muitas exigências na hora de deixar um apartamento. “Tive que pintar duas vezes o local porque a imobiliária não aceitou a primeira pintura. Com isso, paguei um mês de aluguel a mais”, reclama.
Já o policial militar Mário Evangelista está morando de favor no apartamento de seu cunhado porque seu lar ainda está sendo construído. “Decidi levantar uma casa porque gosto muito dos meus cachorros e, por isso, não moraria em condomínio de jeito nenhum”, explica. Neste período, Evangelista foi obrigado a deixar seus animais de estimação na casa do sogro. “Mesmo se eu não tivesse cachorros, acho que não moraria em apartamento porque tira um pouco da nossa privacidade”, finaliza.