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Balança tem superávit de US$ 671 mi na semana e saldo chega a US$ 41 bi

Folhapress
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Brasília /b- A balança comercial registrou um superávit comercial de US$ 671 milhões na primeira semana de dezembro, que teve apenas dois dias úteis. Entre os dias 1 e 4, as exportações somaram US$ 1,290 bilhão e as importações, US$ 619 milhões. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento.

Apesar de poucos dias, a média diária - total negociado por dia útil - está elevada. A das exportações está em US$ 645 milhões, acima da registrada no mês de novembro, que foi de US$ 539,5 milhões - valor recorde para uma média mensal. Já a média das importações está em US$ 309,5 milhões, contra os US$ 335 milhões do mês passado.

Com o resultado da primeira semana de dezembro, o saldo comercial no ano subiu para US$ 41,104 bilhões, um crescimento de 35,4% sobre o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 30,366 bilhões). Além disso, o valor acumulado no ano já supera o registrado em todo o ano passado, que foi de US$ 33,664 bilhões. De janeiro até a semana passada, o País exportou US$ 108,702 bilhões e importou US$ 67,598 bilhões, um crescimento de 22,9% e 16,4%, respectivamente.

A meta do Ministério do Desenvolvimento é exportar US$ 117 bilhões neste ano. Já para o mercado financeiro o superávit comercial deste ano será de US$ 43 bilhões.

Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que as exportações continuarão crescendo em 2006, apesar do arrefecimento da economia no terceiro trimestre do ano. No entanto, o ministro afirmou que ainda não dá para saber qual será o tamanho desse crescimento.

Segundo Furlan, as exportações brasileiras vêm crescendo na ordem de 20% ao ano. Se esse ritmo for mantido em 2006, as vendas externas do Brasil podem atingir US$ 140 bilhões. Entretanto, o ministro preferiu manter uma previsão “moderada” de exportar US$ 120 bilhões no próximo ano. O ministro disse que ainda não foi feito o trabalho de consultar os setores da economia para avaliar as intenções de exportações para 2006. Essa consulta será feita ao longo deste mês.

Segundo Furlan, a desvalorização do dólar não afetará o resultado das exportações brasileiras neste ano. Ele admitiu que a apreciação da moeda norte-americana pode incentivar as vendas do Brasil para o Exterior. “Se o câmbio melhorar, haverá uma possibilidade de crescimento maior porque alguns setores estão constrangidos”, disse ele ontem em São Paulo.

O ministro não quis comentar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, acusado pelo empresariado de ser responsável pela queda de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre por conta da política de manutenção dos juros básicos da economia em patamares elevados. “Não entendo de Copom. Tem muita gente no governo que cuida disso”, afirmou ele.

Furlan afirmou que presidente Luiz Inácio Lula da Silva “está consciente das limitações” que o País tem hoje. Segundo ele, o presidente marcou uma reunião ministerial para o próximo dia 19, quando todas as pastas deverão apresentar suas prioridades para 2006.

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