Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Cantarolando

O presidente da Câmara, Toninho Garmes (PSDB), estava inspirado na reunião da Comissão de Justiça, ontem. Após ser questionado por colegas se iria convocar sessões extras para votar projetos de interesse dos mesmos, Garmes disse que não. “Agora é hora da vingança”, disse, sarcasticamente, e começou a cantarolar uma música que seria a mesma entoada pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), após o início da histórica queda-de-braço com José Dirceu.

• “Nervos de aço”

A diferença substancial é que Jefferson cantou, como estudioso da música lírica, entre tantas, “Nervos de aço”, interpretada na década de sessenta por Nélson Gonçalves, mas usando-a com referência “a pessoas com nervos de aço, sem sangue nas veias e sem coração”, uma provocação ao seu desafeto, o ex-ministro José Dirceu (PT).

• Péssimo cantor

De cara, em meio ao clima descontraído que se formou, houve consenso pelo menos numa coisa: Garmes canta muito mal, diferente de Jefferson que, por sua vez, é muito diferente de Garmes em quase todos os quesitos restantes enquanto homem público, com exceção, talvez, do fato de ambos terem formação jurídica.

• Dando o troco

No caso daqui, Garmes incitou a brincadeira com os colegas da Comissão de Justiça dizendo que agora era sua vez de decidir se projetos como o das multas por infração, por exemplo, de interesse de todas as bancadas, seriam ou não colocados nas sessões extras. Isso tudo porque a oposição esticou até quando quis o projeto de revisão do IPTU, mesmo com Garmes clamando pela agilidade.

• Ainda o IPTU

Após a liberação do projeto de revisão do IPTU pela Comissão de Justiça, a discussão deve ser em torno dos valores do metro quadrado dos imóveis. O vereador José Carlos Batata (PT) disse que vai defender os índices de 40% para construções e 60% para terrenos. Pelo jeito, vem mais discussão por aí, já que alguns vereadores defendem que os índices fiquem em 50% e 60%, para construções e terrenos, respectivamente.

• O pulo do gato

Há uma tendência - forte neste momento - de se aprovar a revisão na base de 50% para as edificações e 60% para terrenos, bem abaixo dos 60% e 80%, respectivamente, defendidos pelo secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque. O resumo provável deste capítulo final da novela: a Câmara aprova a revisão, livrando-se da pecha de ter inviabilizado a chamada justiça tributária e, ao mesmo tempo, não libera tanto dinheiro para Tuga quanto o projeto original prevê com os reajustes da planta. Foi esta a condição para a oposição aceitar a votação já.

• Obstáculo à vista

O projeto de lei de parcelamento da dívida da Funprev, estratégico para que o governo municipal consiga verbas federais e convênios em razão da indefinição na dívida de R$ 61 milhões com o setor, pode enfrentar obstáculos no Conselho Curador da fundação.

• MP do Bem

Pelo menos um dos conselheiros da Funprev estaria avaliando que a MP do Bem, que permite o parcelamento de dívidas previdenciárias, não poderia ser utilizada para regimes próprios, ou seja, para os casos de fundações como a de Bauru.

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