Rural

Conselho de Desenvolvimento Rural aponta necessidade de recursos para geração de renda

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Mais repasses para a geração de renda dos produtores inseridos na microbacia hidrográfica Barra Grande, em Bauru. Esta foi a principal necessidade apontada pelo presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR) de Bauru, Aloísio Costa Sampaio, durante o primeiro encontro estadual que reuniu nesta semana aproximadamente 350 técnicos, conselheiros e produtores rurais, no Obeid Plaza Hotel.

O município possui dois programas - Água Parada Pequena e Barra Grande - pertencentes ao Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas. O programa do governo estadual é parcialmente financiado pelo Banco Mundial e executado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, através da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), com objetivo de promover o desenvolvimento rural sustentável no Estado de São Paulo.

Na microbacia da Água Branca, onde existem produtores de hortaliças, frutas e criação de gado de leite, Sampaio acredita que o Programa de Microbacias do Estado de São Paulo poderia destinar mais recursos para a geração da receita. “O técnico executor está trabalhando nesta microbacia e esperamos que os produtores consigam mais subsídios. O programa poderia ampliar a geração de receita dos produtores”, afirma Sampaio.

Ele conta que a primeira microbacia escolhida para início do projeto, a Água Parada Pequena, recebeu poucos recursos pois os maiores problemas levantados foram de furtos em chácaras, além de erosão.

Outro problema apontado pelos técnicos que trabalharam na microbacia foi a falta de interesse dos proprietários. “Como a maioria dos proprietários usa as chácaras apenas para lazer, preocupam-se pouco com as questões ambientais como a mata ciliar, proteção dos mananciais, por exemplo, afirma Sampaio. Como resultado, o programa levou mais proteção da vigilância rural através de policiamento.

“O conselho é uma oportunidade que o produtor tem de levantar os problemas como as questões ambientas e os problemas de estradas rurais, por exemplo”, diz Sampaio. Através do conselho, os agricultores de Bauru e região terão um galpão de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos. A obra está na fase final de construção.

Para o coordenador do Cati da Secretaria de Agricultura do Governo do Estado de São Paulo, José Carlos Rossetti, o município de Bauru tem capacidade e potencial para aumentar o número de microbacias. Atualmente, existem aproximadamente 200 produtores envolvidos nas microbacias.

O Programa Estadual de Microbacias teve início em 1999 e hoje está no sexto ano de atividades. Em um primeiro momento, os municípios fizeram adesão para participar do projeto e depois o projeto foi elaborado em cada comunidade analisando as questões socioeconômicas e ambiental. Na fase atual, a maioria dos projetos estão em execução em todo o Estado de São Paulo.

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