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Vinho espumante brasileiro conquista pontos em qualidade

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O champagne, bebida presente em todas as importantes comemorações, é antes de tudo um vinho que passa pela segunda fermentação. O verdadeiro é o francês, o que justifica o glamour que o envolve. A título de curiosidade, só pode ser chamado de champagne as bebidas produzidas nessa região localizada na França. As bebidas semelhantes são vinhos espumantes produzidos em várias partes do mundo.

Os brasileiros produzidos na região de Bento Gonçalves (RS) e do Vale do São Francisco estão sendo considerados o segundo melhor do mundo do tipo espumante brutt. O especialista em vinhos, Jefferson Previero diz que a qualidade da bebida brasileira está bem próxima do francês. Como bom brasileiro, ele recomenda o nacional que custa bem menos e não fica devendo muito ao francês.

O champagne francês tem duas classificações, ensina o especialista: seco e o extra seco. “As versões brasileiras são classificadas em seco, demi sec e suave”, relata.

Previero lembra que a bebida que chamamos de champagne no Brasil na verdade é vinho espumante. “Qualquer outro champagne tem que ser classificado como espumante no caso do Brasil. Na Espanha são classificadas como cava.

Seja qual for a sua escolha, champagne ou espumante é importante saber que a bebida é ótima companheira das entradas em qualquer comemoração. “Acompanha bem os canapés, além de ser a figura mais importante de qualquer comemoração. É o estouro dela que dá início às celebrações.”

A bebida poderá continuar acompanhando os demais pratos, desde que ele seja uma carne leve, branca ou um peixe. “Não é bom acompanhamento para os demais alimentos. Ele é só um abre-alas”, brinca.

Vinhos e paladares

A bebida dos deuses em sua versão mais clara, ou seja, o vinho branco, acompanha carnes brancas e peixes. O tinto acompanha as carnes vermelhas e quanto mais forte for o molho, mais encorpado tem que ser o vinho. Essa é a regra geral.

O especialista ressalta que antes de qualquer regra é preciso respeitar o paladar. “ A pessoa tem que tomar aquilo que agrada. Não pode ir atrás da etiqueta e não conseguir saborear a bebida”, frisa Previero.

Os vinhos podem ser branco e tinto. O primeiro é dividido em leve, encorpado e frutado. Os tintos, em leve. médio corpo e encorpado.

Para acompanhar a leitoa, sempre presente nas festas de final do ano, Previero recomenda. “Um vinho encorpado ou um vinho italiano da toscana que é super encorpado. “Porque a gordura que tem na leitoa vai combinar muito bem com a acidez de um vinho da toscana, por exemplo”, frisa.

Mas se você aprecia carnes mais leves, tipo filet mignon, um cabernet sauvignon ou um merlot, vinhos de menor corpo, vão bem. “O vinho tem que se adequar ao prato. Se molho é forte, com muito condimento, o vinho é mais forte. Pratos mais leves, vinhos mais leves. O bacalhau pode ser servido com um vinho branco encorpado ou com um vinho tinto de pouco corpo”, comenta.

Os vinhos espumantes tipo moscatel são levemente suaves e têm 7.5% graus de álcool. “Eles fazem sucesso no Brasil, são campeões de venda nacionais e no exterior. Não devem nada aos Astis italianos. São ótimos como entrada e combinam bem com sobremesas, uma torta de nozes, sorvete de nozes, por exemplo”, finaliza Previero.

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