Não faço porque não tenho dinheiro. Este é um argumento bastante comum para justificar a não-realização de algumas obrigações. Mas no caso de 23 pais e mães que não registraram seus filhos em Bauru, nem este argumento é plausível, pois o serviço é realizado sem cobrança alguma.
As informações, que abrangem o período de 2004 até o primeiro trimestre deste ano fazem parte de uma pesquisa de Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgadas na sexta-feira.
De acordo com a pesquisa, 23 crianças bauruenses e mais de 500 mil brasileiros ficaram sem registro civil no período analisado.
Para fazer o registro de recém-nascidos, caso os pais não sejam casados legalmente, é preciso que tanto o pai quanto a mãe comparecem ao Cartório de Registro Civil munidos do documento de identidade (RG) e a declaração de nascido vivo do hospital em que a criança nasceu. No caso de os pais serem casados oficialmente, basta que um dos dois vá ao cartório com a certidão de casamento e a declaração de nascido vivo. O serviço é gratuito.
A falta de registro civil dificulta a matrícula de crianças em escolas da rede pública, o atendimento em hospitais, o recebimento de bolsas assistenciais do governo e traz diversas outras implicações negativas quando a pessoa atinge a idade adulta.