Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) encerrou o ano com uma taxa acumulada de 5,88%. O resultado é superior à meta de inflação ajustada, definida pelo Banco Central (BC), de 5,1%, mas ainda está dentro da margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais. O resultado da taxa acumulada em 12 meses representa também um recuo em relação a igual período do ano passado, quando o IPCA-15 registrou alta de 7,54%.
O principal impacto individual sobre o IPCA-15 ficou com as passagens de ônibus urbanos, que subiram 11% e foram responsáveis por 0,55 ponto percentual do índice de 5,88%. Em segundo lugar veio a gasolina, com alta de 10,48% e impacto de 0,46 ponto percentual.
Outros preços que influenciaram o resultado foram passagens aérea (28,28%), taxa de água e esgoto (13,37%), empregados domésticos (11,52%), telefone fixo (6,73%), colégios (7,72%), remédios (5,99%), planos de saúde (12,02%) e energia elétrica (7,97%). Somados à gasolina e ônibus, esses itens foram responsáveis por quase 60% da inflação do ano.
O IPCA-15 funciona como uma prévia do IPCA (índice utilizado como referência para a meta de inflação e que influencia as taxas de juros). A diferença entre os indicadores é a data de coleta de preços. Os preços do índice deste mês foram coletados entre os dias 12 de outubro e 14 de novembro.
No ano, a inflação para o consumidor foi beneficiada pela valorização do real, que levou para baixo preços de alimentos e artigos de higiene e limpeza, entre outros produtos. Dezembro Em dezembro, o indicador apurou alta de 0,38%. A menor pressão de transportes e alimentos fez a taxa recuar. Em novembro, o IPCA-15 havia sido de 0,78%. O índice se refere a famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos e abrange Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.