• Recesso político
A semana que começa promete ser a mais calma do ano em termos políticos. Uma semana “morta”, durante a qual muitos políticos aproveitam para ir à praia, ao campo ou mesmo descansar em casa. Havia uma leve possibilidade de o prefeito Tuga Angerami (PDT) pedir outra sessão extraordinária para tentar votar projetos de interesse do Executivo que foram rejeitados na semana passada, mas não passou de mera expectativa.
• Corrida dos carnês
Não se justificaria uma nova sessão extraordinária para votar projetos que não dependem de aprovação neste ano para vigorar no ano que vem. Apenas a revisão da planta genérica do IPTU pedia esta urgência. Até porque estava defasado há 13 longos anos. Agora, inicia-se uma corrida na prefeitura para a impressão dos carnês e sua distribuição no começo de janeiro. Neste ano, houve atraso e confusão na entrega, talvez devido à troca de governo. A busca de patrocínio do carnê é outra preocupação.
• Um ano difícil
O chefe de Gabinete da prefeitura, Paulo Canalli, e o assessor de imprensa do prefeito, jornalista Ronaldo Schiavone, estiveram no JC na última sexta-feira, em visita de cortesia. Canalli classificou o ano como “difícil, mas positivo”. Para ele, o pior já passou em termos administrativos, uma vez que o primeiro ano é de conhecimento e de domínio da situação, algo complexo em se tratando de poder público.
• Máquina ‘enferrujada’
Canalli revelou ao gerente editorial do JC, João Jabbour, e ao diretor Renato Zaiden que ele, Tuga e secretários se depararam com situações das mais variadas e algumas absurdas em termos de gestão da máquina pública. Gastos desmesurados, vícios de procedimento, pequenas mordomias, acomodações, entre outras mazelas que tiveram de ser combatidas para dar um mínimo de eficiência e produtividade às repartições. O trabalho de saneamento continuará em 2006.
• Situação preocupante
Quem também esteve no JC para desejar boas festas foi o vereador Marcelo Borges (PSDB), que pode ser candidato a deputado federal ou estadual em 2006. Ele disputa a indicação, por enquanto, com Reinaldo Rocha, ex-prefeito de Avaí e atual diretor da Associação Hospitalar de Bauru. Marcelo, que teve atuação destacada no processo de revisão do IPTU, tentando sempre puxar para baixo os índices de reajuste, vê com preocupação o futuro administrativo da cidade. Nem tanto por ser oposição a Tuga, mas por avaliar a complexidade dos problemas e as parcas soluções à vista.
• Medidas impactantes
Para o vereador tucano, faltaram medidas de impacto e mais arrojadas no primeiro ano do atual governo municipal. Ele usa como exemplo um estudo que está em andamento e logo completará um ano visando reorganizar o organograma da prefeitura, a cargo da professora Josefa Chaves. “Vamos ter de voltar no tempo neste aspecto (enxugamento da máquina)”, avalia. Para ele, pelo menos três ou quatro secretarias de governo não se justificam em relação às possibilidades de sua manutenção. “Mas a lição de casa é dele (Tuga) e não foi feita”, diz, com ceticismo.