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Governo de Alagoas pede a ministro da Justiça a transferência de Beira-Mar

Folhapress
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São Paulo - O governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), pediu ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, na sexta-feira, a transferência do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, para outro Estado. Ele tomou essa decisão um dia depois de ter ouvido recomendações do Conselho Estadual de Justiça e Segurança (órgão deliberativo que reúne representantes da área de segurança) sobre medidas para a transferência do traficante.

O pedido de transferência foi confirmado pela Secretaria de Comunicação do Estado de Alagoas, mas o governador ainda não obteve resposta do ministério. Antes da preocupação do Conselho, o presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas, Jorge Venerando de Lima, já havia apontado, na semana passada, falta de segurança da carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF) para abrigar um preso como Fernandinho Beira-Mar. O traficante está em Maceió há um mês.

Ele foi transferido de Florianópolis (Santa Catarina), onde ficou preso por 39 dias, após uma operação sigilosa realizada no dia 26 de novembro. Antes, a Polícia Federal havia descoberto um plano para resgatá-lo. Segundo Lima, os agentes da Polícia Federal estão preocupados com uma ação de resgate do traficante no período de festas de final de ano.

Por isso o governo do Estado decidiu também colocar dois carros da Polícia Militar e recrutar cerca de dez policiais armados para fazer a segurança externa do prédio onde está o traficante. Como medida de segurança, foram colocadas barreiras na rua em frente à superintendência para reduzir a velocidade dos carros. “Não é o esquema de segurança que se esperava, mas melhorou um pouco”, avalia Lima.

Quando Beira-Mar foi transferido para Maceió, Lessa havia dito que não iria autorizar reforço no policiamento externo do prédio para não prejudicar o policiamento das ruas. O pedido de reforço foi feito pelo superintendente-substituto da PF no Estado, o delegado Arivaldo Marques, durante a reunião do Conselho Estadual de Justiça e Segurança. Segundo ele, isso foi feito para dar uma “margem mais tranqüila de segurança”.

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