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Lula: ‘Brasil entrou na rota do crescimento econômico’

Por Pedro Dias Leite | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, no Palácio do Planalto, que o Brasil é dono de seu nariz e irá estabelecer sua “matriz de política econômica” porque entrou “definitivamente na rota do crescimento”.

“Acreditem que o Brasil entrou definitivamente na rota do crescimento econômico. E não um crescimento de vôo de galinha, que cresce um ano e cai outro ano. O País está preparado, com estabilidade, com inflação controlada para crescer durante dez ou 15 anos de forma sucessiva, obviamente que respeitando as intempéries que podem acontecer pelo mundo econômico afora”, afirmou para parlamentares e pessoas ligadas a universidades federais.

Ao defender novamente o pagamento antecipado de US$ 15,5 bilhões ao FMI e de US$ 2,6 bilhões ao Clube de Paris, completou: “Crescemos, somos donos do nosso nariz, iremos estabelecer nossa matriz de política econômica, nossa política de crescimento e queremos com organismos multilaterais toda a solidariedade do mundo, mas queremos tocar a economia brasileira à custa daquilo que temos de mais importante, que é nossa força de trabalho”.

Ele não deu mais detalhes do que seria a “nossa matriz de política econômica”. Na segunda, Lula já havia previsto um “crescimento mais vigoroso e mais sólido em 2006”, com uma queda “consistente” dos juros. O governo sofreu um abalo após o anúncio de que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 1,2% no terceiro trimestre. A previsão de alta para 2005 está em 2,6%. Em 2004, foi de 4,9%. Jogo combinado Em seu discurso, durante evento para divulgar expansão da rede de universidades federais no País, Lula disse que quer fazer “um jogo combinado” entre estabilidade econômica e política de desenvolvimento.

Para ele, a oferta de novas vagas nas universidades federais evitará a falta de mão-de-obra qualificada no mercado. “E se a economia vai crescer, como tenho certeza de que vai, o conhecimento precisa crescer concomitantemente. Precisa crescer porque o que pode parecer mais desesperador é na hora em que as indústrias tiverem precisando contratar mais técnicos, mais profissionais, a gente perceber que há escassez.”

Segundo o presidente, tão importante quanto a universidade também é o ensino profissional porque “na medida em que o Brasil retoma o crescimento médio anual de 5%, vamos ter problemas de mão-de-obra qualificada no País”. E disse que o Brasil disputa espaço com os Estados Unidos, a União Européia e o Japão no comércio internacional e, por isso, precisa se transformar também em um País exportador de conhecimento.

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