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Álvaro Dias pede indiciamento de diretores da Caixa por improbidade

Folhapress
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Brasília - O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) protocolou ontem, na CPI dos Correios, um requerimento solicitando ao Ministério Público o indiciamento dos membros do conselho diretor da Caixa Econômica Federal (CEF) por improbidade administrativa, e que peça à Justiça o afastamento temporário de suas funções e o bloqueio dos bens dos envolvidos. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que a CEF beneficiou o BMG em operações que renderam ao banco mineiro lucro imediato de R$ 119 milhões.

Os diretores e o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, segundo o documento, praticaram ato de improbidade administrativa ao comprarem a carteira de crédito consignado do BMG (empréstimo pessoal com desconto em folha de pagamento) em tempo recorde (18 dias úteis), sem lei própria, com argumentos contraditórios e com um resultado final contrário ao alegado pela Caixa para justificar a operação.

Álvaro Dias também apresentou um requerimento de convocação de Mattoso para prestar esclarecimentos à CPI. “Se não é a maior, a Caixa está competindo para ser uma das maiores fontes de abastecimento do valerioduto”, afirmou o tucano. Ele ainda disse que, se essa denúncia não for incluída no relatório final da CPI, ele apresentará uma emenda para inclui-la no documento. “Estou absolutamente convencido da má-fé dessa ações”, afirmou o senador.

Entre as supostas ilegalidades consideradas graves por Álvaro Dias está o repasse da base de dados do INSS ao BMG, além da permissão para que os empréstimos fossem autorizados pelos aposentados por telefone. “Como se permite que um banco particular tenha acesso ao um banco de dados de um órgão público?”, questionou o senador.

O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-SP), também considerou as acusações graves e disse que elas vão ser investigadas pela comissão. “A questão decisiva é que as instituições financeiras ocupam papel fundamental na CPI, que não vai ter como ignorar isso”, disse ele, ressaltando que o foco é o BMG, e não a CEF.

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