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Didi enfrenta almas penadas para encontrar um tesouro perdido

Folhapress
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Com mais de 45 filmes no currículo, Renato Aragão aparece hoje, mais uma vez, no cinema em “Didi - o Caçador de Tesouros”. O longa conta a história de um garoto (João Paulo Bienemann) que viaja com seu mordomo, Didi, para descobrir o lugar onde caiu o avião de seu avô, há 60 anos. Na aventura, a dupla conhece vários fantasmas. Mais. Descobre que há um tesouro perdido.

Segundo o diretor, Marcus Figueiredo, a história “tem origem em uma lenda no Nordeste sobre fazendeiros que enterravam seus tesouros para não serem roubados por cangaceiros. Se eles não contavam onde estava o ouro antes de morrer, a alma ficava presa na Terra até que alguém de alma boa o encontrasse”. A adaptação não é novidade. Renato Aragão marcou sua carreira por contar histórias famosas ao seu modo. Quem não se lembra de “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981) ou “Os Trapalhões e o Mágico de Oróz” (84), para ficar em dois exemplos?

Foram apenas quatro semanas de filmagens. Os furos no roteiro, como um fantasma que não consegue se livrar de correntes que o prendem, são explicados como licença poética. “Há a mística dos espíritos que arrastam correntes, então, podem ser presos por elas”, diz Figueiredo. Um fato interessante de ser observado é que Miguel Thiré, filho de Cecil, interpreta o pai dele no longa, que ainda tem no elenco Mussunzinho e Sergio Hondjakoff, além da ex-BBB Grazielli Massafera, que se prepara para atuar na próxima novela das oito.

“Os atores foram escolhidos depois de o roteiro estar pronto, com exceção da Grazi. O Renato (Aragão) tinha vontade de trazê-la para o filme”, conta o diretor. “Ela tem uma comunicação imediata com as crianças”, elogia. No filme, a jovem interpreta a romântica Ana. Nos anos 40, ela sonhava encontrar seu príncipe encantado. Só que a morte chega antes, e só 60 anos depois o seu espírito conhece Didi, a quem encanta. Os dois flertam, mas o romance nunca poderia dar certo. Afinal, sua alma ficaria na Terra apenas até o momento em que o tesouro fosse descoberto.

A mesma preparadora de elenco que trabalhou com as crianças se encarregou da tarefa de preparar Grazielli. O diretor diz que “o melhor foi que a personagem era uma moça do interior, então, casou bem com a Grazi”.

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