Entrelinhas

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Da Redação
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• Aeroporto

A Infraero, principal administradora de aeroportos do País, já sabe do início das discussões sobre a definição da vocação do futuro aeroporto de Bauru, na divisa com Arealva. E o que pode ser alentador neste debate: a Infraero, que pertence ao governo federal, tem interesse em assumir o controle das operações. Foi o que soubemos em contatos com fontes ligadas à direção da estatal.

• Amplitude

Atualmente, o aeroporto está sob responsabilidade do Daesp, mas esta empresa estatal paulista não tem a expertise da Infraero nem autonomia suficiente para discutir uma estratégia mais ampla de utilização do futuro terminal aeroviário. Talvez até tenha interesse em transferir o comando das operações para a Infraero. Tudo é uma questão de se abrir um diálogo sério e consequente entre todas as partes interessadas, notadamente a cidade de Bauru e os demais municípios da região Central do Estado.

• Terceirização

Foi o próprio Daesp que afirmou ao JC, na semana passada, não ter a devida autonomia para administrar aeroportos com a finalidade de inseri-los num plano de logística nacional e internacional. Outra possibilidade descartada é a transferência para a iniciativa privada. Em consulta a especialistas em legislação do setor, soubemos que a terceirização não é possível em aeroportos deste porte. Portanto, tudo caminha para que o aeroporto fique sob tutela da Infraero.

• Em pauta no DF

Ao saber da informação obtida pelo JC junto à Infraero, o presidente do PTB-Bauru, Ricardo Oliveira, afirmou que vai incluir na pauta da audiência que deverá ocorrer naquela estatal, em Brasília, até o final deste mês, o pedido para que a Infraero avalie a possibilidade de assumir a operação do futuro aeroporto de Bauru, desde que o DAESP também concorde. A estatal está sob responsabilidade do PTB e é presidida pelo ex-deputado Carlos Wilson.

• Com a palavra

Em meio ao clima de descontração durante a posse das novas conselheiras tutelares, sexta-feira passada, na prefeitura, um morador do Parque Jaraguá desafiou a administração e conseguir fazer Tuga Angerami ouvi-lo. De modo simples e postura firme, destacou algumas das carências do bairro e questionou o prefeito sobre quais ações seriam adotadas em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

• Arrecadação

A bola, inicialmente, caiu sobre o colo da titular da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), Egli Muniz. Como resposta, a secretária elencou programas desenvolvidos no bairro, que ajudam na transferência de renda. Depois o assunto quicou para as mãos do prefeito. Mais uma vez, Tuga reiterou que o poder público só tem condição de investir se tiver capacidade de arrecadar.

• Participação

Entre tantas argumentações, Tuga reiterou a intenção já manifestada no ano passado de discutir o orçamento da cidade com os bauruenses. Mas além da prerrogativa de definir prioridades, o munícipe que topar a discussão teria também de avaliar como a administração municipal fará para financiar as reivindicações. Não basta pedir, é preciso ajudar na solução, disse um assessor de Tuga que acompanhava o encontro.

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