São Paulo - A crise da Varig e a disputa tarifária travada pelas pelas maiores companhias aéreas do País adiaram a entrada de novas empresas no mercado brasileiro. O Departamento de Aviação Civil (DAC) tem uma lista com sete nomes de empresas que pediram autorização para atuar como companhia regular de aviação. Algumas delas, como a Samba - pertencente à operadora de turismo CVC - tinha planos para entrar em operação em dezembro passado.
A autorização ainda não saiu e a CVC não tem idéia de quando a companhia entrará em operação. A CVC não revelou o motivo do atraso. Informou apenas que as negociações para liberação da licença para funcionamento da Samba como empresa regular de aviação “estavam paradas” dos dois lados. Ou seja, tanto na operadora como no DAC. O DAC, entretanto, informa que não existe um prazo definido para a liberação dessa licença.
O prazo médio seria de um ano. Mas há casos relâmpagos, como da Gol, que teve seu pedido atendido em apenas seis meses. Por outro lado, outras empresas levaram mais de três anos para receberem a autorização do DAC. Para analistas do setor, a demora pode estar ligada ao desempenho das novata, como a WebJet, que começou a voar em julho e em dezembro pediu para suspender temporariamente as suas operações por falta de demanda.
Para eles, o DAC teme que outras empresas venham a enfrentar as mesmas dificuldades que a WebJet - que alega que foi prejudicada pela TAM e Gol, que baixaram os preços nas praças operadas pela companhia.
A crise da WebJet e a recuperação judicial da Varig também obrigam o órgão de regulamentação do setor a repensar os critérios necessários para conceder licença para uma empresa operar o transporte aéreo regular de passageiros. A lista de espera do DAC é composta pelas empresas AirMinas, Aeropostal, Sete, Globex, Capital, Jet Sul e Samba.