Política

Novo aterro emperra ponte no M. Dota

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Quem esperava uma solução rápida para a ponte Ayrton Senna terá que esperar um pouco mais. A Empresa de Pesquisa e Tecnologia (EPT), contratada pela prefeitura de Bauru para realizar estudos sobre a estrutura da ponte, divulgou ontem o resultado do trabalho. De acordo com os engenheiros, será necessário fazer um aterro monitorado de seis metros na base da ponte. O aterro pode demorar de seis a oito meses para ficar pronto, já que demanda cuidados para não comprometer as estruturas da obra. A ponte está interditada há três anos. Nem os engenheiros nem a prefeitura fizeram previsões de custos da obra.

Pelo estudo da EPT, a estrutura da ponte não sofreu danos, e necessita apenas de pequenos reparos. Por outro lado, o solo movediço sobre o qual a obra foi feita não permite que a ponte seja utilizada. A solução encontrada pela EPT foi fazer um novo aterro por etapas. O engenheiro Paulo Aquino explicou que não é possível aterrar os seis metros de uma só vez, porque pode comprometer a estrutura da ponte.

Segundo ele, o ideal é colocar camadas de dois metros a cada dois meses, totalizando seis meses de prazo. Isso se não houver problemas durante a execução do projeto. “O monitoramento serve para isso. Nós até poderíamos fazer o aterro em menor tempo, mas haveria o risco de danificar a estrutura. Da mesma forma, o monitoramento pode mostrar que não é preciso tanto tempo”, disse o engenheiro.

Conseqüências

O prefeito Tuga Angerami não ficou muito satisfeito com o tempo estimado pelos engenheiros da EPT. De acordo com ele, o problema são as conseqüências sociais e políticas que isso acarreta. “A população espera com ansiedade uma solução para o problema da ponte”, afirmou.

Apesar disso, Angerami resignou-se com o resultado dos estudos. “Quando você vai ao médico e paga uma consulta, ele te recomenda um tratamento e eu presumo que você está disposto a cumprir, porque senão não pagaria a consulta”, disse, utilizando-se de metáforas para explicar que pretende cumprir a determinação da EPT. Segundo ele, não faria sentido contratar uma empresa especializada para avaliar a ponte e não cumprir as recomendações desta empresa. “A responsabilidade sobre as medidas é da empresa. Não serão os engenheiros da prefeitura que tomarão decisões sobre como fazer para acelerar o processo de entrega da ponte”, argumentou.

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