O crescimento da oferta de emprego em todas as regiões do País, sobretudo em 2004, quando a indústria de transformação abriu 1,09 milhão de vagas, não foi suficiente para elevar os ganhos dos trabalhadores. Entre 2000 e 2004, a remuneração média dos empregados admitidos variou entre 80% e 90% da dos demitidos. No ano passado, os novos empregados da indústria nas capitais recebiam o equivalente a 84,3% do salário dos desligados.
No Interior, os admitidos ganhavam 86,5% da remuneração dos demitidos, informa a pesquisa Geração do Emprego Industrial nas Capitais e no Interior do Brasil, divulgada ontem pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Essa diferença, na opinião do coordenador do estudo, João Luiz Saboia, não surpreende, porque, geralmente, os empregados demitidos estão há algum tempo na empresa e são mais experientes que os admitidos. Mesmo assim, diz Saboia, o dado indica que as empresas utilizam a rotatividade da mão-de-obra para reduzir os custos com salários.