Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Midiático

Acusado de evitar a imprensa na maior parte do ano passado, o prefeito Tuga Angerami (PDT) partiu para o contra-ataque e tem sido figurinha fácil em programas de TV, rádios e entrevistas a jornais. Ao que parece, Tuga pretende desfazer a imagem negativa de não aparecer muito nem dialogar com a cidade. Isso é bom sinal. Conversar não faz mal a ninguém, principalmente quando parte de dirigentes públicos.

• Com Garmes

O prefeito também conversou bastante com o presidente da Câmara Municipal, Toninho Garmes (PSDB), ontem à tarde/noite. Garmes voltou de uma semana de descanso e foi convidado por Tuga a conhecer as últimas ações do governo, notadamente o projeto de terceirização da coleta do lixo, do terminal rodoviário e da zona azul.

• Não comenta

Procurado pelo JC, Garmes limitou-se a dizer que não pega bem ele comentar uma decisão administrativa de outro poder, porque está à frente do Legislativo e não gostaria de ver o Executivo opinando sobre suas decisões internas. A terceirização da coleta de lixo não precisa ser submetida aos vereadores. Se fosse privatização, aí sim a prefeitura teria de pedir autorização à Câmara Municipal.

• Só até 2008...

O prefeito Tuga Angerami não tem medido esforços para manter o atual secretário de Negócios Jurídicos, Célio Parisi, no cargo. Na base da brincadeira, o governo vai mantendo Parisi até quando pode. Chegaram a comentar com o secretário que até 2008 o prefeito vai achar um substituto para ele. Risos gerais...

• Nomes de ruas

O vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) quer acabar com as mudanças de nomes de ruas em Bauru. Segundo ele, é um desrespeito com as famílias dos homenageados alterar nomes. Outro problema detectado pelo vereador é o transtorno que as mudanças de nome geram aos moradores de tais ruas, que têm de mudar o endereço em bancos, comércio, entre outros. Martins afirmou que se o projeto for aprovado, só será possível mudar nomes de ruas que estejam em duplicidade.

• Ainda a Funprev

Paulo Eduardo Martins disse que pretende sugerir que a prefeitura repasse uma porcentagem do orçamento anual para a Funprev, como alternativa para saldar a dívida de R$ 60 milhões. Segundo ele, a receita do município poderia ser bloqueada caso não haja o repasse da verba. “A idéia é manter a prefeitura pagando regularmente a Funprev e impedir que futuros administradores parem de pagar, bloqueando a receita”, sugere.

• Reunião pública

A prefeitura e a Câmara deverão marcar para um dia da semana de 30 deste mês a 3 de fevereiro uma reunião pública com um técnico especialista em previdência para debater a situação das pendências da administração com a Funprev. Não se trata de uma audiência pública, mas sim de um encontro aberto, mediante convites aos debatedores.

• Lixo ou luxo?

O lixo continua sendo o assunto do momento no meio político. Para o vereador Paulo Eduardo Martins, alguma coisa está estranha na história da terceirização. Ele destaca que o serviço de coleta é um dos melhores e não entende as justificativas para terceirizar o serviço. “Se está tão ruim, por que tanta gente quer?” questionou.

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