A esperança da Secretaria Municipal de Educação para resolver o déficit de creches (Emeii) em Bauru está depositada no Congresso. A criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Básico (Fundeb) depende da aprovação dos parlamentares em Brasília.
“Estamos aguardando. Era para ter sido votado (o projeto) antes do recesso, mas não foi. Se aprovado, teremos recursos para ampliar (a rede) e reformar as nossas creches, que estão em péssimas condições. Nós tocamos toda a educação infantil com recursos próprios”, explica a titular da pasta, Ana Maria Daibem. No geral, são cerca de 13 mil alunos com até seis anos distribuídos em 45 Emeis e 15 Emeiis.
Os números seriam maiores caso o novo sistema de financiamento da educação básica (Fundeb) receba recursos da União. A possibilidade está sendo acompanhada de perto pelo o vice-presidente da Associação das Entidade de Assistência e Promoção Social de Bauru, Uriel de Almeida. Na opinião dele, o fato de existir simultaneamente déficit e vagas remanescentes no ensino infantil de Bauru não é sinônimo de falha administrativa.
“São duas coisas distintas”, reitera. São associadas à entidade que ele representa creches conveniadas ao município. Ao todo, elas somam 26 e, juntas, têm 2.769 crianças na lista de espera. “Não sabemos o número ao certo porque tem muita gente que faz a inscrição em várias instituições”, explica.
Mesmo assim, a escassez é grande. Contraditoriamente, sobram vagas principalmente nas Emeis (que prestam atendimento apenas meio período) situadas na região central da cidade. Nas oito instituições localizadas nesta área ainda podem ser matriculadas 339 crianças. Entre as instituições estão Emeis como a Stélio Machado Loureiro, a Abigail Flora Horta e a Professor Wilson Monteiro Bonato.
As informações prestadas pela diretora de Divisão Maria de Lourdes Pieroni dão conta que na região do Núcleo Habitacional Presidente Geisel a disputa é mais acirrada, embora também sobrem vagas. Na área ainda podem ser feitas 143 matrículas, distribuídas em Emeis como o Gasparzinho, Nidoval Reis e Gilda dos Santos Improta. As matrículas permanecem abertas durante o ano, pois a transferência de crianças de bairro e cidade é comum.