A Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear) concluiu ontem a atualização do cadastro de famílias da favela do Jardim Ivone para serem transferidas, futuramente, para casas que devem ser erguidas em terrenos no mesmo bairro que a prefeitura pretende desapropriar. Noventa e sete famílias integram o levantamento realizado esta semana.
A primeira verificação, feita em maio do ano passado, apontou a presença de 92 famílias na favela, que está localizada em área de risco e proteção ambiental. O cadastro finalizado nesta quinta-feira apontou dez novas famílias no local, das quais cinco se estabeleceram substituindo outras cinco que deixaram a favela.
As outras cinco novas famílias chegaram à favela há cerca de cinco meses. A intenção da prefeitura é remover as famílias para terrenos que ficam no próprio bairro e que já foram declarados de utilidade pública. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) se comprometeu a liberar recursos para financiar a construção das casas.
Serão beneficiadas pelo programa de remoção apenas as famílias que já moram na favela. Para evitar que haja novas invasões na área, a Sear irá instalar uma placa na entrada do bairro informando o nome das pessoas que terão direito às moradias da CDHU, o que deve ser feito até o final deste mês.