São Paulo - A derrota para o Santo André por 1 a 0, na noite de anteontem, na estréia do São Paulo no Campeonato Paulista, reforçou no clube do Morumbi a necessidade de contratações, principalmente com um bom nome para a lateral direita, posição em que a equipe perdeu Cicinho para o Real Madrid.
Durante a partida, os torcedores são-paulinos que foram ao estádio Bruno José Daniel fizeram coro dizendo: “Ô, Juvenal [Juvêncio, vice-presidente de futebol], contrata um lateral.”
O São Paulo também corre para comprar em definitivo os direitos federativos do atacante Aloísio, que pertencem ao Rubin, da Rússia. A multa é de US$ 2 milhões (cerca de R$ 4,58 milhões), mas o clube paulista tenta um abatimento. “Em 20 dias, estes dois assuntos [lateral e ataque] estarão resolvidos”, disse Juvêncio. “O Aloísio vai continuar conosco. É apenas uma questão de tempo.”
Apesar de o São Paulo ter pressionado muito o rival anteontem, principalmente no segundo tempo, o técnico Muricy Ramalho, que fez sua estréia, não gostou do que viu. “Precisamos melhorar a qualidade do passe senão as coisas ficarão difíceis”, analisou.
De acordo com o volante Josué, o time precisa agora esquecer os títulos conquistados no ano passado. “Agora é trabalhar e deixar o passado para trás”, afirmou.
Manter o elenco
Além de buscar reforços para o ataque e para a lateral direita, a diretoria do São Paulo está se preparando para segurar suas principais estrelas. Três atletas serão chamados neste mês para iniciar as conversas sobre uma possível prorrogação contratual. São eles: os volantes Mineiro e Josué e o atacante Grafite.
Os dois que mais preocupam são Mineiro e Grafite, cujos contratos terminam no dia 31 de dezembro. “O Mineiro está muito valorizado e vamos conversar para não perdê-lo”, afirmou o supervisor Marco Aurélio Cunha. “Do mesmo jeito, queremos que o Grafite siga conosco. A situação só muda se alguém estiver disposto a pagar a multa.”
Para liberar Grafite, o São Paulo recebeu uma proposta do Le Mans (FRA) de 4 milhões de euros (R$ 11 milhões). “Não tem negócio por esse valor. Já recebemos propostas muito maiores por ele e não vendemos”, lembrou Cunha.
Grafite acredita que a situação seja resolvida no máximo até segunda-feira. O atacante, no entanto, faz questão de não participar das reuniões entre a diretoria do São Paulo e o seu empresário, Gustavo Feijó. “Só sei que as conversas evoluíram muito nesta semana”, desconversa.
“Já estou aqui há dois anos e nunca tive uma valorização financeira. Vou completar 27 anos e está na hora de pensar no meu futuro, no futuro da minha família. Sei que devo muito ao São Paulo, mas o lado financeiro é realmente muito bom.”
Quanto a Mineiro, o assédio vem do futebol japonês. Josué tem contrato até 2008.