Cultura

‘O Senhor dos Ladrões’ aborda liberdade infantil

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Mais uma produção típica das férias escolares atraca hoje nos cinemas brasileiros, inclusive nas salas de Bauru. É a aventura juvenil “O Senhor dos Ladrões”, do diretor alemão Richard Claus (produtor de “O Pequeno Vampiro” e “Lobisomem Americano em Paris”). A história é uma adaptação do livro da autora alemã Cornelia Funke, elogiado pela imprensa internacional, vencedor do “Book Sense of the Year” em 2003 na categoria literatura infantil e que já vendeu mais de um milhão de exemplares.

Para sua estréia da direção, Claus decidiu que um projeto familiar não poderia ser mais perfeito, especialmente por conta dos temas abordados na trama: a necessidade das crianças assumirem a responsabilidade por seus atos, o reflexo do espírito infantil nos adultos e a tragédia da infância perdida. Um dos pontos tomados pelo diretor foi o da amizade. “Quando as pessoas falam de valores familiares, eles podem também se referir a um grupo de amigos que se ama e se ajuda mutuamente”, comenta, em entrevista divulgada pela Imagem Filmes.

A história acompanha Bo (Jasper Harris) e Prosper (Aaron Johnson), logo depois da morte de sua mãe. Órfãos, os dois devem ser separados, de acordo com a vontade de seus tios, mas fogem para evitar a situação. O destino é Veneza, cidade que permeava histórias de fantasias contadas por sua mãe. Lá, os irmãos se juntam a uma gangue de jovens ladrões comandados por Scipio (Rollo Weeks), o estiloso Senhor dos Ladrões, um garoto de 15 anos que propaga a idéia de roubar pacificamente dos ricos para revender os produtos. O jovem Robin Hood e sua gangue se abriga em um velho cinema abandonado e sobrevivem com o dinheiro conseguido com as vendas.

Os tios de Bo e Prosper contratam um detetive particular (Jim Carter), que vai perceber que Scipio, na verdade, é um garoto rico e infeliz, considerado inadequado por seu pai para suas ambições profissionais. Durante o maior golpe de Scipio, a gangue descobre que o artefato que buscam é a peça faltante para fazer funcionar um carrossel encantado, oculto em uma ilha próxima. De acordo com a lenda, o brinquedo tem o poder de avançar ou retroceder a idade de quem o operar.

De acordo com o diretor, a união das crianças da gangue e sua liberdade à disciplina e imposições dos adultos fazem o enredo central do filme. “As crianças nessa história criaram um mundo próprio que funciona bem e só é perturbado por adultos”, diz. Ao mesmo tempo, a magia permanece no filme o tempo todo, nas visões de Bo de cada uma das criaturas do carrossel. Com cenas de ação rodadas em meio à beleza histórica de Veneza, o filme consegue divertir, em sua trama despretensiosa, sem enganar com truques velhos e efeitos capengas do cinema para as férias de verão.

Comentários

Comentários