Política

Tuga terá R$ 21 milhões para gastar

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O governo Tuga Angerami (PDT) poderá investir em torno de R$ 21 milhões em 2006, já deduzidas as despesas tradicionais de manutenção da máquina administrativa e o cumprimento dos parcelamentos de dívidas em andamento. A projeção reflete 10% do orçamento de R$ 215 milhões previsto para este ano, um volume de recursos que, se não gera otimismo para a população carente de infra-estrutura, pelo menos é menos pessimista que o quadro negro encontrado pela administração ao assumir o Palácio das Cerejeiras, no início do ano anterior.

A ´folga´ no caixa para os investimentos vem da combinação de dois fatores principais. O primeiro, mais relevante, é que Tuga não vai precisar assinar cheques neste ano para pagar os R$ 34,5 milhões de restos herdados da gestão de Nilson Costa (PPS) em 2004. Além de fornecedores, o atual governo recebeu do anterior compromissos em aberto com salário e prestadores de serviços.

Mas a administração ainda tem perspectiva de aumentar a arrecadação com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em 2006 em até R$ 8 milhões, fruto da revisão da planta de valores dos terrenos (em 60% do praticado pelo mercado) e das construções (em 50% do que era cobrado pelo mercado).

Em 2005, a prefeitura lançou R$ 35 milhões em carnês de cobrança do IPTU. Mas recebeu R$ 22,8 milhões. A arrecadação teve, ainda, o ganho extra de R$ 5,5 milhões à vista conquistados com a campanha do Refinanciamento Fiscal (Refis).

Agora, em 2006, o governo poderá planejar suas despesas livre dos R$ 34,5 milhões de restos de 2004 e tem a oportunidade de computar ganho de R$ 8 milhões previsto para o IPTU. A ´folga´ no caixa poderia até chegar aos R$ 42,5 milhões se não ficassem R$ 21,5 milhões de contas de 2005 para pagar neste exercício.

Assim, deduzido o saldo de restos de contas de 2005 para este ano, o governo Tuga terá em torno de R$ 21 milhões à sua disposição para investimento. O volume não empolga o governo. Ainda durante a discussão da revisão dos valores do IPTU, em dezembro último, o titular da pasta de Finanças, Edmundo Albuquerque, opinava que o ganho ainda era muito tímido. Para ele, 10% para investir de todo o orçamento é insuficiente para enfrentar as carências da cidade.

Para o chefe de Gabinete do prefeito, Paulo Canalli, o segundo ano de mandato de Tuga ainda terá de ser concluído com a mão na torneira. “Com certeza 2006 será melhor que 2005, quando nós herdamos muitas dívidas e tivemos que pagar contas do governo anterior. Mas não dá para perder a linha de economizar e de manter as despesas sob controle porque os recursos são insuficientes para atacar todos os problemas”, resume.

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