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Grupo protesta colocando fogo em posto da Brigada Militar gaúcha

Folhapress
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São Paulo - Um grupo de 39 pessoas ateou fogo ao posto da Brigada Militar de Garruchos (750 km de Porto Alegre) na tarde de ontem, em protesto contra a morte de um adolescente ocorrida em agosto do ano passado. O posto -uma casa cedida pela prefeitura- foi completamente destruído. Onze homens foram indiciados por formação de quadrilha e incêndio criminoso e estão presos na penitenciária de São Luiz Gonzaga.

No momento do ataque, havia apenas um soldado no local. Ele não sofreu ferimentos. Os outros três policiais militares da cidade, entre eles o acusado de matar o adolescente Sérgio Diniz Machado, estavam em ronda. A Polícia Militar ainda não calculou os prejuízos, mas diz que a moto de um soldado, cuja gasolina foi utilizada para atear fogo ao prédio, e equipamentos de informática e comunicação também foram destruídos.

O grupo, formado por familiares e amigos do adolescente, saiu de São Borja e, antes de ir a Garruchos, fez um protesto em frente ao prédio do Ministério Público do Estado, em Santo Antônio das Missões. Os pais de Machado, que tinha 14 anos quando morreu afogado no rio Uruguai, foram recebidos pelo promotor Júlio César Stürmer, responsável pelas investigações. O grupo atirou pedras contra o prédio e quebrou vidros de uma loja.

De acordo com o major Vladimir Testari, da Brigada Militar de São Borja, os manifestantes pretendiam se vingar do soldado que, segundo a família do adolescente, foi o responsável pela morte do adolescente. Como não conseguiram encontrá-lo, decidiram atear fogo ao posto policial. Os inquéritos conduzidos pelas polícias Militar e Civil concluíram que não houve homicídio e que garoto morreu afogado quando fugia da polícia, após furtar peças de barco.

A família, porém, acredita que o soldado tenha matado o rapaz por asfixia. Os parentes solicitaram nova investigação ao Ministério Público, que deve ser concluída em fevereiro. Se houver provas de homicídio, a promotoria oferecerá denúncia à Justiça.

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