Política

Grupo Terra Nossa é recebido por Lula

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Na quinta-feira passada, três membros da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Agricultura Familiar Terra Nossa foram recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília. No encontro, foi entregue um dossiê de todas as atividades realizadas pelos assentados durante os três anos de luta pela posse da terra, localizada na divisa entre Bauru e Pederneiras. O convite partiu do deputado federal Vicentinho (PT), que, depois de uma visita feita ao assentamento, em novembro do ano passado, tornou-se um forte aliado e o principal articulador entre grupo e o governo federal.

De acordo com o vice-presidente da associação, Celso Luís da Costa, a comitiva foi muito bem-recebida em Brasília. O grupo chegou à cidade na terça-feira e, durante os três dias na capital federal, teve audiências com o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos; com o presidente nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackabard; com o deputado Vicentinho e com o presidente Lula. “Ficamos felizes, porque vimos que eles já tinham conhecimento das nossas atividades e nos forneceram total apoio político”, colocou Costa.

Além do respaldo político, a comitiva reivindicou ajuda financeira do governo federal. “O presidente nos informou que o aparato financeiro vai depender da votação do orçamento, que deve ser realizada em breve”, colocou Costa, que receia não conseguir a verba necessária por conta das eleições. “Acredito que os partidos da oposição tentarão travar a votação para que o presidente não possa fazer muitas coisas neste ano. Mas quem vai perder é a saúde, a educação e a reforma agrária”.

O grupo espera obter uma resposta positiva para que seja dada continuidade ao processo de assentamento das 108 famílias que vivem no local e carecem de infra-estrutura básica, como água e iluminação. Os membros também almejam captar recursos para fortalecer e estimular a agricultura familiar entre os assentados.

O grupo aproveitou a ocasião para mostrar ao presidente alguns produtos horti-fruti granjeiros e artesanatos em bambu, frutos do trabalho dos assentados. “Lula ficou admirado com o trabalho dos pequenos agricultores que, mesmo com total falta de estrutura, não deixaram de produzir”, disse um dos membros da comitiva, o engenheiro agrônomo e técnico em assistência técnica e ambiental da associação, Marcos Rogério Diniz.

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