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Segurança para o desenvolvimento


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A cidade de Bauru, em contínua expansão econômica, tem um importante desafio a vencer no horizonte próximo: crescer ordenadamente proporcionando segurança para seus habitantes e seu patrimônio. Historicamente, pólos regionais que tiveram rápido desenvolvimento atraíram problemas sociais e estruturais, visto que o crescimento aumenta a influência nos municípios vizinhos. Por si, isso estimula a migração populacional que vai em busca de ocupação e de formação profissional, fazendo subir a demanda por serviços de saúde, agravando as deficiências habitacionais e a falta de infra-estrutura adequada para dar conta dessa expansão. Por esses motivos e pelo próprio enriquecimento da cidade, acontece a indesejada escalada da criminalidade (principalmente furtos, assaltos e tráfico de entorpecentes).

Bauru tem sido mola propulsora do progresso da região central do Estado, irradiando influência sobre cidades da sua própria região (Piratininga, Agudos, Pederneiras, Lençóis Paulista, etc) e também outras, como Lins, Jaú e Botucatu. Mas Bauru não pode se tornar refém de seu sucesso! E para que isso não ocorra, tem de receber atenção constante de seus representantes, seja em âmbito municipal, estadual ou federal.

Os deputados federais paulistas têm obrigação de ajudar os municípios do Estado a coordenar políticas públicas nas áreas de segurança, saúde, educação e infra-estrutura, entre outras. Bauru não pode ficar sozinha nesse desafio, tem de ser auxiliada pelos parlamentares a estruturar os programas de governo, a obter verbas para essas ações e, principalmente, fazê-las sair do papel. Minha principal preocupação neste momento é com a segurança pública. Na verdade, com a falta dela, uma vez que o governo estadual não tem dado a atenção necessária ao assunto, colocando em risco o bem-estar da população paulista e, em especial, dos bauruenses.

Infelizmente é notório em nosso Estado a escalada da violência, que há tempos não mais se restringe à capital e demais cidades mais populosas, como Campinas e Guarulhos. Os municípios considerados de médio porte, tais como Bauru, Ribeirão Preto, Franca, São José do Rio Preto, São Carlos, Araraquara e Marília, entre outros, estão sendo vítimas do crime organizado. Pela absoluta falta de políticas públicas de segurança e de pulso firme das autoridades, a violência e a criminalidade estão cada vez mais presentes no cotidiano dos cidadãos do interior de São Paulo.

Vivemos uma inversão de valores: os bandidos estão organizados e a sociedade civil, não. Por isso essa “guerra” é tão difícil. Temos, assim, a obrigação de organizar a sociedade, categoria por categoria, cidade por cidade, para obtermos condições de pressionar as autoridades por mais segurança pública. Não vejo outro caminho senão a união de esforços para derrotar a violência, esse inimigo comum de todos os paulistas, do interior e da capital, das cidades pequenas e das metrópoles!

Com segurança de qualidade nas ruas, Bauru poderá manter sua vocação de cidade de vanguarda, com suas universidades de excelência reconhecida, seu pólo industrial diversificado, agronegócio de ponta e comércio robusto. E continuar sendo a locomotiva do desenvolvimento econômico e social da região central de São Paulo.

O autor, Luiz Antonio Fleury Filho, é advogado, foi secretário de Segurança Pública - 1987-90 - governador do Estado de São Paulo - 1991-94 - e hoje é deputado federal pelo PTB

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