Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

INJUSTIÇA

O leitor Marcelo pergunta porque o Jornal da Cidade vive dizendo que o Noroeste dominou o jogo e foi o melhor em campo, perdendo ou ganhando. E diz que os outros veículos de comunicação não afirmam a mesma coisa. Minha manchete do jogo foi: “Santos derruba Noroeste da liderança”. Não dei uma de provinciano. Do jornal ‘Bom Dia’: “Derrota injusta”. Concordo. Foi injusta mesmo, parecia que o Norusca era o time grande e o Santos o pequeno. Empate já seria um resultado injusto para os alvirrubros. Depois do gol por acaso, o que vi do Santos foi correria e chutões para qualquer lado. Só o Maldonado é bom. Caro Marcelo, quem acompanhou o jogo no SporTV, viu o Noroeste deitar e rolar. O narrador (Milton Leite) e o comentarista (Paulo César Vasconcelos) disseram que o Norusca foi melhor que o Santos. Manchete de ontem do caderno de esportes do Diário de S. Paulo: “Sorte ajuda Peixe a vencer o líder”. Texto da Agência Estado (jornais Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Rádio Eldorado): “No jogo de quarta-feira, na Vila Belmiro, voltou a prevalecer uma das máximas do futebol: nem sempre o melhor vence. O Noroeste pressionou o time da casa e jogou como se estivesse em seu estádio. Porém, a equipe bem montada de Paulo Comelli não teve a sorte que acompanha os vencedores. Em jogada casual, Reinaldo garantiu vitória importante do Santos por 1 a 0”. É, o time de Comelli vem jogando bem, encarando de igual para igual qualquer adversário, em casa ou fora. Não se trata de ufanismo de nossa parte, o lance é que o amigo leitor não deve ser noroestino e nem do ramo do futebol. E por favor, amigo: na próxima vez, sobrenome e endereço ou telefone, ok? Um abraço.

O ALGOZ AZULÃO

O Corinthians entrou em campo quarta-feira, com a missão de vencer o seu carrasco São Caetano e assumir a liderança do Campeonato Paulista. Mas a história do confronto entre as duas equipes falou mais alto e o Azulão voltou a vencer, desta vez por 2 a 1. Com um golaço de Leandro Lima, em cima da hora, o time do ABC aumentou sua vantagem no confronto com seu freguês de caderno. Em 16 jogos entre ambos, o São Caetano venceu 10; aconteceram três empates e apenas três vitórias do Timão.

SÓ EMPATE

Depois de sete vitórias seguidas, o Palmeiras perdeu para o São Paulo domingo e só empatou com o Guarani quarta-feira, não coseguindo reassumir a liderança isolada, portanto. Agora, divide a ponta com Santos e Noroeste, mas tem um jogo a menos. O destaque da partida foi Marcos, que garantiu o empate para o Verdão. Além do goleiro, o técnico palmeirense Émerson Leão também se destacou, mas de forma negativa.

DOSE PARA LEÃO

Émerson Leão investiu contra o rádio-repórter José Henrique Semedo, mas mesmo assim recebe apoio total do Palmeiras. Resta saber se receberá alguma punição da Federação Paulista, e se o caso terá alguma conseqüência judicial. Tomara que sim. Se Leão se sentiu ofendido por pergunta ou questionamento durante a entrevista, deveria fazer queixas à empresa da qual trabalha o entrevistador e não apelar para a violêcia. Ele foi ótimo jogador, é ótimo técnico, mas não é o dono do mundo. Ademir da Guia já disse que o ex-goleiro é uma pessoa muito difícil de se lidar. Deve ser mesmo dose para leão.

QUESTÃO DE HONRA

Kia Joorabchian exige a vitória do Corinthians sobre o Santos domingo. O iraniano, que não vai com a fachada do presidente Alberto Dualib, pegou um ar do cão com o técnico do Peixe, Vanderlei Luxemburgo. E assim, para o homem que dirige o fundo de investimento MSI, ganhar o clássico virou questão de honra.

BICO DO CORVO

O América venceu o MAC em Marília e afastou o fantasma do rebaixameto. Já o Marília segura a lanterna e assusta sua torcida.

MEMÓRIA

Campeonato Brasileiro de 1997: Corinthians 2 x 2 Palmeiras, no Morumbi. Mirandinha fez os dois do Alvinegro; Oséas e Zinho marcaram para o Alviverde. Árbitro: Ubiraci Damásio de Oliveira. Público pagante: 23.848. Velloso e Donizete foram expulsos. Corinthians: Nei; Rodrigo (Wilson Mineiro), Célio Silva, Henrique (Cris) e Silvinho; Sangaletti, Romeu (Mirandinha), Rincón e Souza; Donizete e Renaldo. Técnico: Joel Santana. Palmeiras: Velloso; Pimentel, Agnaldo, Cléber e Júnior; Rogério (Amaral), Galeano, Alex e Zinho; Viola (Euller) e Oséas (Marcos).

DÁ-LHE, BRASIL

O Brasil inicia a luta para retornar à elite do tênis. Depois de amargar a Terceirona em 2005, a equipe brasileira precisa ganhar três duelos para voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis. O primeiro degrau é o Peru - a partir de hoje, em Lima -, que rebaixou o Brasil em 2004. Contundido, Gustavo Kuerten só jogará em duplas. Se dobrar os peruanos, os brasileiros terão uma pedreira: os equatorianos e a altitude de Quito.

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