A Polícia Civil de Piratininga não acionou a Polícia Militar para o caso da apreensão das toras furtadas da reserva arrendada para a empresa Ripasa. Como a ação seria realizada num local onde centenas de trabalhadores rurais sem-terra estão acampados, as duas polícias foram até lá, em trabalho conjunto. O investigador Ricardo Fernandes Grassi foi quem localizou a clareira onde ocorria o furto e elaboraram-se as prisões necessárias.
Os integrantes do Movimento Sem Terra Independente (MSTI) receberão pedidos de prisões formulados pela policia civil ainda na próxima semana e somente serão presos se a Justiça mandar. O inquérito policial será encaminhado à Justiça em cerca de dez dias. Novas pessoas serão ouvidas, inclusive os líderes que ali não estavam no momento da prisão. Hoje, funcionários da Ripasa Celulose e Papel serão ouvidos. A área do furto será periciada e a madeira devidamente avaliada. As toras, os caminhões e a máquina foram apreendidos.
“Peço aos empresários da região para que se isentem de comprar madeiras dos sem-terra do Horto Florestal, caso contrário, também serão presos como foi o madeireiro de Duartina”, adverte o delegado Paulo Calil.