Internacional

Ira contra charges desafia veto no Paquistão

Folhapress
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Paquistão - O governo paquistanês proibiu a realização de um protesto marcado para ontem na capital, Islamabad, mas mesmo assim houve confronto entre manifestantes e policiais. A reunião havia sido marcada para protestar contra as charges do profeta Muhammad publicadas originalmente pelo jornal dinamarquês “Jyllands-Posten” e republicadas por todo o mundo.

A manifestação foi convocada pela coalizão de partidos linha-dura Mutahida Majlis-e-Amal. Na maior cidade do país, Karachi, cerca de 15 mil pessoas atenderam à convocação e marcharam pacificamente. Temendo que se repetisse a violência que na semana passada matou pelo menos 45 pessoas no mundo, as autoridades paquistanesas realizaram prisões em Islamabad anteontem para desmantelar a organização do protesto. Segundo Aftab Khan Sherpao, ministro do Interior, entre 100 e 150 pessoas foram presas. Cerca de 300 pessoas, incluindo parlamentares envolvidos com os protestos, tiveram suas casas visitadas pelos policiais - algumas ficaram confinadas sob vigilância. A

Na cidade sulista de Sukkur, uma igreja cristã foi queimada por centenas de pessoas - no caso, alega-se que o motivo não foram as charges, mas o fato de um cristão local haver supostamente queimado páginas do Alcorão, o que representa a escalada da tensão religiosa. Em outros países houve protestos, como na Turquia, onde milhares de pessoas reuniram-se em Istambul. Na Indonésia, 400 pessoas tentaram atacar a Embaixada dos EUA em Jacarta, mas foram dispersadas.

O “Jyllands-Posten” fez publicar anúncios de página inteira em jornais sauditas pedindo desculpas pela publicação das charges. A mensagem, assinada pelo editor, declara “condenação de qualquer atitude que ataque especificamente religiões, grupos étnicos ou povos”.

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