Polícia

Negociação demorou, reclamaram os reféns

Da Redação
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Os dois agentes feitos reféns reclamaram ao Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Complexo Penitenciário do Centro-Oeste Paulista (Sindicop) que as negociações demoraram, o que os desagradou. Eles ficaram reféns por cerca de 15 horas, até que o caso fosse resolvido. Eles passaram pelo trauma de ficar sob ameaça e, quando foram libertados, não concederam entrevista.

A filha de Adair Pereira, um dos reféns, Caroline Fernandes Pereira, esteve na penitenciária enquanto ele ainda estava sob poder dos presos. Ela contou que seu pai trabalha há anos no presídio e nunca havia passado por experiência semelhante. “Ele sempre foi muito querido pelos presos. Nunca tinha passado por isso. Nós estamos assustados e queremos uma solução rápida”, disse.

A cunhada de Pereira, Ana Maria Pereira Fernandes, disse que a família estava preocupada com a situação. “Nós não conseguimos falar com ele, mas meu marido, que também é agente, disse que ele está nervoso, o que é normal em uma situação como essa”, comentou.

A Polícia Militar acompanhou a negociação dos presos com o juiz e promotor apenas apoiando na segurança. No final da tarde de ontem, segundo o comandante operacional do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM-I), major Pedro Benedito Lamoso, nenhuma solicitação de revista no presídio havia sido feita.

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