Regional

Duartina estima prejuízos em R$ 300 mil

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Duartina – A reconstrução das pontes da zona rural que foram destruídas pela chuva no sábado passado custará cerca de R$ 300 mil aos cofres da Prefeitura de Duartina (38 quilômetros de Bauru). A estimativa é do prefeito Ênio Simão (PFL), que irá propor um estudo das causas que levaram a cidade a sofrer pelo segundo ano seguido com as enchentes.

Antes mesmo de conseguir se reerguer totalmente dos estragos do ano passado, a cidade voltou a sofrer com a chuva. De novo, a população mais afetada é a que vive na zona rural. Ontem, muitas crianças deixaram de ir a escola por falta de transporte. Com a queda das pontes, o acesso à cidade ficou impedido.

Desde domingo, funcionários da prefeitura tentam reconstruir as pontes, mesmo que provisoriamente, para possibilitar o tráfego de veículos e pessoas entre a cidade e a zona rural.

O prefeito disse ontem que não irá decretar situação de emergência no município porque não pode esperar todo o trâmite burocrático para receber dinheiro do governo. Segundo ele, os serviços de reconstrução precisam ser feitos com urgência e por isso serão custeados com verba da prefeitura.

No ano passado, quando a cidade também foi atingida por um temporal, o prefeito decretou situação de emergência, mas o dinheiro para fazer os reparos necessários só foi liberado um ano mais tarde. Ou seja, neste mês.

A prefeitura recebeu R$ 1 milhão para refazer as quatro pontes de concreto que foram derrubadas pela enchente em fevereiro do ano passado. A abertura dos envelopes das empresas interessadas em participar da licitação será no dia 6 de março.

No lugar dessas pontes de concreto foram construídas outras de madeira para atender de forma improvisada os moradores. Curiosamente, as pontes continuaram em pé, enquanto outra de concreto, localizada na rodovia Lourenço Lozano (SP-293), teve as cabeceiras levadas pela enchente no sábado passado, o que inviabiliza o tráfego no local. A rodovia é o principal acesso a Duartina.

Agora, para chegar à cidade é preciso pegar a rodovia João Baptista Cabral Rennó (Bauru-Ipaussu), entrar na Lourenço Lozano, passar por Cabrália Paulista e andar mais dez quilômetros.

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Cobertor curto

Sobre os recursos para a reconstrução das pontes de madeira da zona rural, o prefeito Ênio Simão disse que eles virão de alguma outra obra que deixará de ser feita. “Vamos deixar de fazer alguma coisa que estava programada para priorizar o conserto das pontes”, revelou.

Além disso, a prefeitura terá de recuperar as ruas com operações tapa-buracos e recapeamentos. As famílias que tiveram prejuízo com a chuva também devem ser ajudadas pelo município. Ontem, as 15 famílias que estavam abrigadas no Ginásio de Esportes voltaram para casa. Além da colaboração dos moradores, a prefeitura deve ajudar com o fornecimento de alimentos.

O abastecimento de água está regularizado. No sábado, uma adutora se rompeu e deixou metade da cidade sem água. Na semana passada, os moradores já haviam ficado um dia inteiro sem abastecimento por causa de outra chuva forte.

Para o prefeito, é preciso saber o que tem provocado essas enchentes na cidade. Até o ano passado, o município não registrava uma enchente havia cerca de 30 anos, segundo Ênio. “A gente esperava que a próxima só fosse ocorrer daqui há 30 anos”, comentou ele.

O prefeito lembrou que em anos anteriores a cidade passou por outras tempestades como a de sábado passado e não registrou enchente. “Se toda vez que chover forte acontecer isso, vai ficar complicado”, prevê.

Além de Duartina, pelo menos outras quatro cidades da região já tiveram grandes prejuízos com as chuvas deste ano. Em Paulistânia e Cabrália Paulista também rodaram as pontes da zona rural. Em Borebi, desabou duas estradas que davam acesso a Agudos. E em Lençóis Paulista a água invadiu residências e estabelecimentos comerciais no Centro da cidade.

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