Nacional

Confirmados mais seis focos de aftosa

Por Ana Paula Ribeiro | Folhapress
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Brasília - O Ministério da Agricultura confirmou ontem a presença de febre aftosa em mais seis fazendas no Paraná. Essas propriedades abrigam cerca de 4.500 animais, que serão todos sacrificados. O Estado já contava com um foco da doença, que foi descoberto em dezembro do ano passado em São Sebastião da Amoreira. Isso fez com que as propriedades localizadas dentro do raio de 10 quilômetros dessa propriedade fossem interditadas. Esses seis novos focos estão dentro desse raio. “Estes focos envolvem fazendas que já estavam interditadas pelo serviço veterinário estadual, pois desde novembro do ano passado não foram identificadas novas suspeitas no Paraná”, disse Gabriel Alves Maciel, secretário de Defesa Agropecuária.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná contestou a confirmação de mais seis focos de aftosa no Estado. As propriedades interditadas ficam em quatro municípios: Loanda (dois focos), Maringá (dois focos), Bela Vista do Paraíso e Grandes Rios. De acordo com o ministério, a confirmação da doença só ocorreu após investigação epidemiológica feita com o apoio do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa).

A comunicação à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) foi feita anteontem. Desde outubro do ano passado o Brasil enfrenta embargos para a venda de carnes a cerca de 55 países. Mais de 30 focos foram encontrados no Mato Grosso do Sul, além desses sete no Paraná. A doença também reapareceu neste ano na Argentina.

O foco foi encontrado na Província de Corrientes (nordeste), em propriedade localizada a cerca de 280 quilômetros da fronteira do Rio Grande do Sul. O Brasil proibiu a entrada de carne com osso e de gado vivo vindo do país vizinho para evitar a contaminação em cidades gaúchas.

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