Regional

Quadrilha planejava seqüestro na região

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Um casal de crianças de Avaré, um empresário de São Manuel e outro de Botucatu figuravam como alvo de uma quadrilha que planejava seqüestrá-los. A ação do grupo, organizada no interior de cadeias e penitenciária, foi frustrada pela polícia, que anteontem prendeu Ronaldo Aparecido Thomaz. Apontado como “braço” do bando, por estar em liberdade, ele tinha a missão de levantar os hábitos das vítimas.

Também lhe foi atribuída a responsabilidade de planejar roubo de carretas e caminhões nas estradas da região, outra atividade do grupo. Por meio da inteligência policial, o rapaz foi encontrado em casa, na cidade de São Manuel. Thomaz também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma. Localizaram na residência dele um revólver calibre 38, com numeração raspada.

De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu, Sérgio Castanheira, por tratar-se de plano de seqüestro, a polícia solicitou à Justiça, na última quarta-feira, a prisão temporária do rapaz. No dia seguinte, ele foi detido numa operação que reuniu cerca de 20 policiais de Botucatu. Durante as diligências, foram identificadas outras sete pessoas que teriam ligação com Thomaz.

Por serem suspeitas de ajudá-lo nos roubos praticados nas rodovias, também foram levadas à DIG de Botucatu, onde foram ouvidas e liberadas. “Mas não dá para vinculá-las com a quadrilha (que planejava os seqüestros)”, informa Castanheira. Ele aponta como três os mentores do seqüestro. Todos já estavam presos.

Mentores

Walmir José da Conceição, cujo apelido é “Avaré”, é um deles. Ele teria elaborado o plano de seqüestro da penitenciária de Iaras, para onde foi transferido por causa de um homicídio. Conceição seria integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Informações extra-oficiais dão conta de que os “cabeças” da facção criminosa seriam seus “padrinhos de batismo” (dentro da organização).

Ele também estaria envolvido com a quadrilha que, em setembro do ano passado, tentou enviar armas, munição, coletes à prova de balas, além de uma granada, a dois presos da penitenciária, que receberiam a “encomenda”, por meio de correspondências. No caso do seqüestro, ele teria como companheiro José Roberto Viana, cujo apelido é “Zé Oreia”.

O rapaz está preso na cadeia pública de Botucatu porque foi flagrado levando 14,5 quilos de maconha para São Manuel. A terceira coordenadora do plano é uma mulher, também detida por tráfico de drogas. Por enquanto, a polícia sabe apenas que o prenome dela é Rose e que está na cadeia pública de Itatinga. Por meio de contatos via celular, os três são acusados de engendrar o seqüestro, com auxílio de Thomaz, que tem passagem pela polícia pela prática de roubo.

A idéia do bando, informa Castanheira, seria roubar um caminhão-baú e levar a vítima dentro dele até um cativeiro em São Paulo. Não necessariamente todas vítimas seriam seqüestradas. É possível que optassem pela mais desprotegida.

Comentários

Comentários