Fertilização humana
Com o objetivo de garantir a qualidade e a segurança no processo de reprodução humana assistida, a Anvisa publicou, esta semana uma que dispõe sobre o funcionamento de Bancos de Células e Tecidos Germinativos (BCTG). A resolução preenche uma lacuna legal . Os BCTG trabalham com sêmen, óvulos, tecidos ovariano e testicular. Entre suas atividades estão a coleta, o processamento, o armazenamento, o descarte e a liberação de amostras para inseminação artificial. A seleção e análise dos candidatos à doação de células e tecidos germinativos também são atribuições dos BCTGs. A nova resolução estabelece regras referentes à Infra-estrutura física, à ambientação das salas, à mão-de-obra e aos equipamentos dos bancos. Os critérios para seleção de doadores, coleta de tecidos, transporte do material, processamento, preservação e armazenamento também estão contemplados na legislação. (Agência Brasil)
Memória e aprendizado
A maternidade pode aprimorar áreas do cérebro que regulam a memória e o aprendizado. Pesquisas em laboratório, feitas com roedores, comprovam que ratas-mães são melhores do que ratas virgens em se orientar em labirintos e capturar presas. Agora, os pesquisadores investigam se a profusão hormonal durante a gravidez tem o mesmo efeito em mulheres. Os estudos estão descritos na revista Scientific American Brasil deste mês. Já se sabe, por exemplo, que mulheres são capazes de reconhecer muitos odores e sons de seus bebês, possivelmente por um aumento da capacidade sensorial decorrente da gravidez.
Os pesquisadores acreditam ser provável que fêmeas humanas também recebam benefícios mentais de longa duração com a maternidade, uma vez que a maioria dos mamíferos compartilha comportamentos maternais similares. (Agência Notisa)
Comunidades indígenas
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão executivo do Ministério da Saúde, e a Fundação Nacional do Índio (Funai), ligada ao Ministério da Justiça, fecharam na semana passada uma parceria inédita para melhorar a qualidade de vida dos índios brasileiros. As duas entidades estão planejando uma gestão integrada das ações voltadas a essas comunidades, dando início a um novo modelo de trabalho para as comunidades indígenas. Do encontro, que reuniu cerca de 150 representantes de ambas as entidades, saiu o compromisso de que, a partir de agora, Funasa e Funai trabalharão em conjunto. Algumas ações serão mais imediatas, como a criação de uma Casa de Saúde Indígena (Casai) modelo em Brasília; a escola para formação de agente indígena de saúde (AIS); e a participação de servidores da área de saúde na Escola de Indigenismo, projeto em desenvolvimento pela Funai. (Agência Saúde)