Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Terceirização do lixo

O governo municipal decidiu recuar e não terceirizar tudo de uma vez no edital que é publicado hoje. Mas a alteração nos planos não significa que a administração tenha mudado de planos sobre o pacote de terceirização. É que o governo acabou revendo o pacote porque incluir obra em licitação de prestação de serviço seria anúncio certo de impugnações.

• Sem o aterro

O que o decidiu é licitar o lixo domiciliar sem exigir a construção de novo aterro sanitário no pacote. Ou seja, o governo vai pensar depois como vai ser construído o novo aterro. Uma alternativa seria concessão.

• Lixo hospitalar

No caso do lixo hospitalar, depois que o JC mostrou que o serviço já está estruturado no mercado sem a necessidade de exigir instalação de esterilizador (autoclave), a administração resolveu licitar o serviço com tratamento dos resíduos. Em síntese, o operador esteriliza o lixo onde ele quiser. Mas o custo do autoclave, pelo menos, não entra no pacote.

• Operação do aterro

Outra mudança na licitação que tem edital publicado hoje é que a operação do aterro sanitário também não vai mais para a iniciativa privada, pelo menos por ora. A Emdurb vai continuar operando. A lógica é que o setor público teria dificuldade em fiscalizar as toneladas de lixo que chegam ao local se a operação do aterro também fosse realizada pela iniciativa privada. Agora, a Emdurb espera dinheiro do Estado para comprar a prometida retroescavadeira para o aterro.

• Para engenheiro

A multa aplicada contra terreno do ex-vereador Valle, por falta de reparo em caixa de inspeção na rua, não chama a atenção por causa da origem, mas pelo valor de R$ 59 mil imposto pela Seplan. Valle levou o susto, mas disse que, como engenheiro, vai resolver o problema com R$ 30,00, utilizando meio saco de cimento, um pouco de areia e pedra 1.

• Polêmica do nome

Quando tudo parecia certo, surge nova polêmica com relação ao nome do novo aeroporto de Bauru, em construção na divisa com Arealva, batizado recentemente “Comandante João Ribeiro de Barros”, através de lei promulgada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). O principal questionamento é com base em norma que proíbe duplicidade na denominação de vias e prédios públicos. Como já existe uma rodovia com o nome do aviador jauense, não seria possível repetir a homenagem. Está aberta de novo a discussão.

• Muito padrinho

Ao que parece, o maior problema é de cunho político. Todos querem tirar uma lasquinha da obra, mas até o momento nem a vocação do aeroporto foi definida. Não se sabe se será regional, internacional ou terminal de cargas. A preocupação com o nome do aeroporto, porém, parece preocupar mais. O afã de alguns políticos em batizar obras é tanto que muitos se esquecem do que realmente importa. E a campanha eleitoral nem começou.

• Outro decreto

O prefeito Tuga Angerami (PDT) assinou decreto declarando de utilidade pública 33 lotes na Vila Ipiranga, pertencentes a Luiz Carlos Pagani. Segundo a prefeitura, o objetivo é construir casas populares para tirar as famílias que vivem na favela do Jardim Vitória. O caso é semelhante ao dos moradores do Jardim Yvone, mas no caso do Vitória, a favela não está em área de risco, mas de preservação ambiental. Resta saber se a prefeitura também vai pedir avaliação judicial dos terrenos, como fez com os lotes do Jardim Yvone pertencentes à Parreira Imóveis. Pagani também possui dívidas com a prefeitura e aderiu ao Refinanciamento Fiscal (Refis).

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