Economia & Negócios

Mudança de sistema gera filas nas lotéricas

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

A implantação de um novo modelo tecnológico para a operação das loterias e serviços financeiros da Caixa Econômica Federal (CEF) está gerando grandes filas de clientes nas casas lotéricas de Bauru. Os proprietários de estabelecimentos consultados pela reportagem reclamam que os novos equipamentos não estão funcionando e, por isso, o serviço está lento.

Ontem, por volta das 16h30, o comerciante Flávio Carareto, dono de uma lotérica localizada na rua 1.º de Agosto, calculava que havia cerca de 100 pessoas na fila de seu estabelecimento. Segundo ele, três das suas quatro máquinas foram substituídas, e somente o equipamento antigo continua funcionando.

“O sistema novo não está funcionando, só fica fora do ar. Eles (os técnicos da Caixa) falam que é normal porque está em fase experimental, mas nós estamos perdendo clientes e dinheiro, conseqüentemente. Antes, a média do tempo de espera na fila era de dez minutos (por cliente). Agora está demorando uma hora. Quem vai querer ficar numa fila deste tamanho?”, reclama Carareto.

De acordo com ele, desde que o novo sistema começou a ser implantado, na segunda quinzena de fevereiro, sua remuneração pelos serviços prestados caiu cerca de 80%. “Das quatro máquinas que tínhamos, somente uma está funcionando. Isso é um absurdo”, desabafa.

Em outro estabelecimento no Centro da cidade, a agente lotérica Mariza Amaral também reclama. “Desde que a Caixa começou a mudar as máquinas, o sistema novo não dá linha para o envio de dados. A situação está horrível para nós e para os clientes. Todas as lotéricas da cidade estão ficando com filas enormes de clientes”, diz.

A assessoria de imprensa da CEF, em Brasília, diz que o prazo final para a substituição de todos os equipamentos é dia 14 de maio, quando expira o contrato com a atual fornecedora do sistema de loterias.

Segundo nota oficial do banco enviada à reportagem, com o novo modelo a Caixa terá um sistema mais rápido e moderno. A estimativa é de que a economia média de tempo será de quatro segundos por operação nos terminais das casas lotéricas.

Sobre os problemas relatados pelos agentes lotéricos de Bauru, a assessoria da instituição informa que “são considerados típicos para instalações dessa natureza (...) e que as dificuldades estão sendo acompanhadas pelos técnicos da Caixa”. As agências da CEF estão absorvendo o fluxo de clientes que estão com dificuldades de pagar suas contas nas lotéricas.

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