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Aftosa: Paraná começa abater rebanho

Por Sílvia Freire | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Três meses depois da confirmação do primeiro foco de febre aftosa no Paraná, deve começar hoje o abate sanitário dos animais de duas das sete fazendas do Estado onde a doença foi notificada pelo Ministério da Agricultura. A previsão é que sejam sacrificadas hoje 377 cabeças de gado nas fazendas da Centro de Ensino Superior de Maringá (Cesumar) e Pedra Preta, ambas em Maringá. A expectativa é que o abate termine hoje mesmo nas duas fazendas.

O gado será morto com um tiro de espingarda na testa. Caso chova, a operação será adiada. Segundo a Secretaria da Agricultura do Estado, não há previsão de quando irá ocorrer o abate nas demais propriedades - localizadas nos municípios de Bela Vista do Paraíso, Grandes Rios e Loanda- onde também foram confirmados focos da doença.

Os proprietários das fazendas, que afirmam que não há vírus da febre aftosa em seus rebanhos, aceitaram o abate depois de o Ministério da Agricultura concordar em fazer necropsias no gado abatido. O material recolhido na necropsia será enviado para análise no Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), com sede no Rio de Janeiro.

A operação será acompanhada por técnicos do Ministério da Agricultura, da Secretaria da Agricultura do Paraná e por representantes dos produtores rurais. “Aceitamos o abate porque não vamos ficar dois anos discutindo isso (se os animais estão ou não infectados com o vírus). A maneira agora é abater”, disse Valdecir Mokwa, secretário-executivo do Sindicato Rural de Maringá.

Segundo ele, nenhum animal do Paraná apresentou sintomas da doença - que provoca feridas na boca e nos cascos - e todo o gado do Estado foi vacinado. “Todos os animais do Paraná são vacinados e por isso têm anticorpos de aftosa. Todos têm rastro de aftosa no organismo”, disse Mokwa.

A Secretaria da Agricultura do Estado informou que na fazenda da Cesumar serão abatidos apenas os animais que tiveram contato com o gado comprado em um leilão em Londrina, o qual teve contato com animais vindos de uma propriedade próxima ao foco da doença em Mato Grosso do Sul. A fazenda da Cesumar tem cerca de 400 cabeças de gado, muitos deles usado em pesquisa de melhoramento genético em laboratórios dentro da propriedade.

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