Leilane Figueiredo Strongren, delegada do Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor), conta que a entidade está realizando um trabalho junto às corretoras contra imposições das administradoras de seguro. “Somos contra o que o código do seguro prevê. O cliente tem o direito de escolher para onde quer levar o seu veículo”, garante. Para pressionar as companhias, Strongen já tem uma proposta. “A força que temos é deixar de trabalhar com essas empresas”, revela.
Sobre o valor dos serviços, a dirigente aponta que cabe à oficina aceitar ou não os preços das seguradoras. “É uma via de duas mãos. Se a empresa não regulamenta uma tabela, as oficinas podem cobrar os valores que bem entenderem”, pondera. À tarde, o Jornal da Cidade tentou entrar em contato com o Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização do Estado de São Paulo, mas ninguém atendeu ao telefone.
Primo Mangialardo, que possui uma corretora de seguros na cidade, explica que enquanto algumas companhias prezam pela qualidade e trabalham com peças originais e outras são mais generosas no valor pago pela mão-de-obra, existem empresas que não seguem esse padrão. “Algumas seguradoras não questionam a peça instalada. Infelizmente algumas apresentam esse procedimento”, aponta.
Para Mangialardo, exigências impostas pelas seguradoras deixam as oficinas numa situação delicada. “Elas (as seguradoras) são os melhores clientes das oficinas. Pagam de uma vez, o cheque não volta. Mas elas colocam em risco o futuro das oficinas que, para trabalhar com o preço praticado, têm que diminuir a qualidade, baixar o salário dos funcionários”, diz.