Em todo Estado, o número de médicos que são processados pelo conselho de ética do Conselho Regional de Medicina (Cremesp-SP) vem subindo a cada ano (veja gráfico). Em 2000, foram abertos 339 processos disciplinares, pouco mais da metade resultaram em punição aos médicos. Já no ano passado, dos 659 profissionais processados, 389 foram absolvidos, enquanto 270 foram punidos. Oito deles tiveram seus diplomas cassados.
Já em Bauru, nos últimos cinco anos, foram feitas 287 denúncias referentes a médicos da cidade e região. Dessas, 223 foram arquivadas e apenas 30 transformadas em processos disciplinares. Atualmente, 863 médicos atuam em Bauru. Em toda região, são 1.314 profissionais. O número de médicos da região que já foram penalizados não foi disponibilizado pelo Cremesp. Segundo o órgão, quando a denúncia motiva a abertura de um processo, ele deixa a esfera regional e passa a fazer parte da estadual, por isso não existe um levantamento que aponte o local de atuação do profissional.
A punição mais branda aplicada pelo Cremesp é a “advertência confidencial em aviso reservado”. Uma falta mais grave é punida com a “censura confidencial em aviso reservado”. As duas medidas são comunicadas somente ao médico. As penalizações passam a se tornar públicas a partir da “censura pública em publicação oficial”, que é a mais comum.
Em 2004, 115 médicos receberam essa pena. A “suspensão do exercício por 30 dias” é a quarta medida punitiva do Cremesp. E os casos mais graves são penalizados com a “cassação do exercício profissional”. Em cinco anos, 76 médicos em todo o Estado foram obrigados a deixar a profissão por faltas graves. Atualmente, São Paulo conta com 89.790 profissionais em atividade.