Economia & Negócios

Título público do governo é mais uma alternativa

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Embora pouca gente saiba, o pequeno investidor tem ainda a alternativa de comprar títulos públicos do governo. O Tesouro Nacional, em parceria com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), dispõe de um programa específico para pessoas físicas. Denominado como Tesouro Direto, ele pode ser considerado um ativo de renda fixa.

“Não precisa comprar um título, pode comprar a partir de 20% de um título. O menor investimento é a partir de R$ 200,00. Você pode aplicar todo dia, qualquer hora do dia. É um canal que o governo abriu de investimento direto para a pessoa física. Dinheiro pequeno é mal tratado no banco”, afirma o operador de uma corretora de valores, Fábio Freire Lara.

De acordo com ele, outra vantagem do programa é que o investidor não precisa despender cerca de 4% ao ano de taxa de administração. “Tem uma taxa de custódia. O dinheiro fica guardado na CBLC, que cuida de toda parte de liquidação dos pregões da bolsa, guarda de ações”, explica Lara. Pelo serviço, é cobrado apenas 0,4% ao ano.

“É um décimo do que um banco cobra de taxa de administração. E ainda pode ser resgatado toda quarta-feira, quando o Banco Central faz a recompra desses títulos. Pode ser parcial (o resgate). O conceito desse investimento é só para pessoa física. Por ser popular, ele é limitado ao valor máximo de R$ 400 mil por mês. Não é para o grandão. É para o pequenininho”, finaliza o operador.

Lara ressalta que o rendimento mensal da aplicação chega quase ao dobro do pago pela caderneta de poupança. O investidor, mesmo com pouco dinheiro, pode comprar vários títulos do governo. Num deles, a rentabilidade diária é vinculada à taxa básica de juros da economia (taxa Selic). Serviço Outras informações podem ser obtidas pelo site www.tesourodireto.gov.br ou ainda www.fazenda.gov.br (procure o ícone Tesouro Direto).

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