Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Base fragilizada

O prefeito Tuga Angerami (PDT) não está podendo contar muito com seus aliados na Câmara Municipal. Basta ver o voto do vereador Futaro Sato (PDT), favorável à legalidade da emenda que elevou o teto salarial de quem terá o tíquete alimentação de R$ 519,00 para R$ 750,00. Tuga deverá vetar.

• Tarde demais

Quando a emenda em questão foi para votação, Sato tentou consertar e votou contra, mas se não tivesse votado favorável à legalidade anteriormente, os governistas não teriam sido derrotados.

• Salvador também

Outro vereador do mesmo partido que o prefeito também debandou. Salvador Afonso votou favorável a todas as emendas propostas para alterar o projeto que criou o sistema de tíquetes dos servidores, sendo que duas delas foram combatidas pelos aliados de Tuga.

• Conseqüências

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) bem que tentou, mas não conseguiu convencer os colegas de que aprovar a emenda era um erro. Agostinho lembrou que o Executivo ainda pode vetá-la, o que geraria uma nova batalha jurídica entre os dois poderes.

• Argumentação

Agostinho lembrou que a cozinha do Caic, cuja desativação depende da aprovação do projeto, está em situação precária e afirmou que a prefeitura teria que comprar marmitex para que todos os servidores pudessem almoçar.

• Desencontro

O interessante é que, apesar de afirmar com todas as letras que só esperava a aprovação da lei para desativar a cozinha, o secretário de Administração, Fernando Ferreira Jorge, negou que houvesse problema de falta de alimentos na cozinha do Caic. Pelo contrário, Jorge disse que o local foi abastecido na semana passada.

• Compromisso

Um tucano estranhou o fato de Caio Coube agora admitir a candidatura a deputado. “Se for candidato neste ano, ele deverá se comprometer com a cidade em não abandonar um eventual mandato para disputar a prefeitura de Bauru, daqui a dois anos”, advertiu.

• Em andamento

A Emdurb decidiu ontem manter o calendário de licitação do lixo enquanto prepara recurso na Justiça do Trabalho, que concedeu liminar impedindo a empresa de contratar a iniciativa privada para realizar os serviços.

• Dinheiro extra

Com o fechamento das contas de 2005, a Câmara Municipal devolveu mais R$ 80 mil à prefeitura. Somado ao que já havia sido devolvido no ano passado, o Legislativo já devolveu aos cofres municipais R$ 1.650.529,00, em pouco mais de um ano.

• Prefeito decide

O presidente da Câmara, Toninho Garmes (PSDB), não quis nem falar sobre qual destino a prefeitura deveria dar ao dinheiro. “Minha obrigação é economizar e devolver. A administração decide como vai gastar”, disse.

• Dívida/CPFL

Hoje vai haver nova audiência pública na Câmara, às 9h, desta vez para discutir a dívida da prefeitura com a CPFL e o plano para iluminação pública da cidade. O assunto é polêmico e deve render muitas discussões.

• Dia do minerva

No mesmo horário o vereador Marcelo Borges reúne a Comissão de Justiça Legislação e Redação. Como não há muito a ser analisado, o tema será o fundo de tratamento do esgoto, que recebeu parecer legal do relator e ilegal da consultoria jurídica. O placar está em dois a dois e Borges dará o voto de minerva (desempate).

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