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Mesmo lotado, CDP não pára de receber presos da cadeia de Avaí

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí - Apesar de operar acima da capacidade de vagas prevista, o Centro de Detenção Provisório (CDP) de Bauru continua recebendo os presos da cadeia pública de Avaí (39 quilômetros de Bauru), que também abriga número de presos acima de sua capacidade.

Prevista para abrigar 768 presos, nos dois primeiros meses deste ano e durante todo o ano passado, segundo dados do site da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do Estado, o CDP de Bauru abrigou número de presos acima das vagas previstas. A média ficou acima dos 1.000 detentos.

Apesar de ultrapassar em cerca de 24% o número de vagas previstas, o CDP de Bauru tem recebido presos da cadeia de Avaí, que também está com número de detentos acima de sua capacidade prevista.

José Firmino de Oliveira, diretor da cadeia pública de Avaí, explica que a transferência dos presos provisórios da cadeia de Avaí para o CDP tem acontecido de forma normal. “À medida que vão entrando os presos provisórios que têm condições de ir para o CDP, que são geralmente os presos em flagrantes e as prisões preventivas, eles são todos removidos semanalmente para lá”, diz.

A cadeia de Avaí tem capacidade para 48 presos e abrigava, até ontem, 68 detentos. “Ela não está superlotada, está um pouco acima da sua capacidade. Eu considero que o percentual não é superlotação”, comenta o diretor.

Firmino diz que o atraso, no entanto, tem acontecido com a transferência de presos condenados capturados e que aguardam as vagas nas penitenciárias. “Quando capturamos pessoas condenadas no regime fechado ou no semi-aberto, elas não vão para o CDP. Elas ficam em Avaí aguardando uma vaga para as penitenciárias. Isso, às vezes, demora um pouco mais. Não sei porque o atraso. Porque assim que entra (o preso na cadeia), nós já fazemos o pedido da remoção para a seccional. A SAP é quem fornece as vagas depois”, comenta.

Apesar da cadeia estar com número de presos acima de sua capacidade de vagas, Firmino explica que parte deles é de presos temporários ou que estão retidos por não pagarem pensão alimentícia. “Os presos temporários não vão para os CDPs, esses ficam aqui cumprindo os dias. Se for convertida (a pena) em preventivo, eles vão para o CDP e ficam aguardando até sair a sentença e arrumar vaga nas penitenciárias”, diz.

Firmino, que diz aguardar desde novembro a transferência de um preso, ressalta que normalmente ela não demora tanto. “Eu tenho um preso no (regime) fechado que está desde novembro aqui, mas geralmente (as transferências) são mais rápidas porque o preso não pode ficar parado todo este tempo. Aqui é uma cadeia de trânsito, tem de ter uma rotatividade grande”, comenta.

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