Economia & Negócios

Fiesp tenta reduzir custos com lixo

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Os empresários sabem da obrigação que têm, prevista em lei, de dar destinação correta ao lixo industrial que produzem. Mas reclamam que a legislação ambiental é de difícil compreensão. É visando esclarecer dúvidas e ajudar o empresariado a reduzir custos com a destinação do lixo – e até transformá-lo em fonte de renda - que o Departamento de Ações Regionais (Depar), órgão ligado à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), promoveu ontem em Bauru o seminário “Resíduos Industriais – Aspectos Legais e Práticos”.

Participaram do evento aproximadamente 200 interessados, no auditório da Escola do Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial (Senai) “João Martins Coube”. Com as orientações recebidas ontem, o objetivo é que alguns tipo de lixos possam ser reciclados ou vendidos para outras empresas, levando a uma economia. “A intenção é que os empresários comecem a programar a destinação de lixo de maneira mais elaborada. O objetivo não é exigência e sim orientação. Inclusive, eles podem ter um resultado econômico mais favorável”, afirma o diretor regional do Depar do Fiesp em Bauru, José Luiz Miranda Simonelli.

Estão na categoria de lixo não-perigoso, por exemplo, papéis ondulados ou papelão, amplamente utilizados em caixas para transporte de produtos para indústrias, depósitos, escritórios e residências. As embalagens plásticas, principalmente de garrafas e refrigerantes, por exemplo, viram matéria-prima para fabricação de fibras têxteis, tubos e conexões.

Os empresários foram orientados a fazer um ‘inventário’ do lixo que produzem, ou seja, classificar e quantificar os resíduos. Depois, definir os procedimentos mais adequados para a coleta, o manuseio, acondicionamento, transporte e estocagem do lixo. “O inventário dos resíduos é obrigatório. Se a empresa não possui os equipamentos necessários, precisa contratar um serviço terceirizado competente”, diz uma das palestrantes, a consultora Tânia Machado de Souza Costa.

Para o consultor técnico Nariaqui Cavaguti, o seminário auxiliou os empresários a conhecerem melhor quais resíduos são considerados perigosos e outros que podem ser reciclados ou vendidos. “Os empresários começaram a se conscientizar da necessidade de conhecer melhor os resíduos que a indústria e comércio produzem. Há quatro anos atrás, pouco era conhecido pelo assunto. Agora, a legislação está melhor difundida e discutida no meio”, afirma.

Atualmente, os lixos perigosos de Bauru e região são encaminhados para outros municípios, pois o aterro da cidade não está habilitado a recebê-los. O empresário José Roberto Belancien, de uma indústria de baterias de Bauru, afirma que conhece a legislação, mas aproveitou o seminário para se atualizar. “Os resíduos que produzimos são encaminhados ao município de Tamarana (Paraná), pois temos um certificado da Cetesb”, diz.

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