Turismo

Lisboa

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

A viagem a Portugal tem um gosto de volta para casa. Antes mesmo do avião decolar - são 10 horas sem escala entre São Paulo e Lisboa -, o encontro na Primeira Classe, na Executiva ou na Econômica é uma festa só. Parece que ao chegar todos compartilharão da mesma mesa.

Por esse e outros motivos, Portugal continua sendo o país que mais recebe turistas brasileiros. Muitos com passaporte vermelho por conta da dupla nacionalidade envolvendo pais, avós e gerações mais distantes que, com sua garra, ajudaram a colonizar o Brasil.

Junto ao portão de embarque, sempre ocorre o encontro de passageiros da mesma cidade, mesma região, mesmo Estado. Afinal, saudade é uma palavra que só existe em idioma português e que explica a necessidade de sempre se voltar a pisar naquele chão.

Principalmente nesta época, quando começa a grande temporada – os transatlânticos também estão retornando à Europa, passando por Funchal, Madeira e Açores e o frio está dando adeus, fazendo com que a natureza mostre-se mágica na “terrinha”.

Os vinhedos e as oliveiras, o cheiro do pastel de Belém ou de natas, do bacalhau e das sardinhas estão por todo lado, convidando a uma temporada de prazeres. Que começa pela Capital, Lisboa, uma cidade com pouco mais de 600 mil habitantes (a Grande Lisboa tem mais de 2 milhões) com casario secular, elétricos, praças com arcos, ruas de paralelepípedos, castelos, muralhas, inúmeras igrejas e também edifícios modernos e avenidas largas por conta de seu ingresso na União Européia.

Para quem gosta de modernidade, Lisboa oferece o Parque das Nações, erguido para sediar a Expo 98 e que deu nova cara à então esquecida Costa Leste, área industrial da cidade que estava abandonada há anos.

No Parque, junto ao rio Tejo, funciona o Oceanário, o segundo maior aquário do mundo que reúne uma infinidade de espécies. Em meio ao sobe e desce nos corredores, avista-se, através de vidros imensos, a vida marinha sem agressões.

Já para quem já foi uma, duas ou várias vezes a Portugal, o gostoso mesmo é curtir a “velha senhora” da época dos reis, mas agora com ares de boutique. Aquela do Castelo de São Jorge, da Torre de Belém, do Marco Zero, do bairro de Santa Cruz amuralhado, de Alfama e suas noites de fado...

Na Alta ou na Baixa, a Lisboa clássica é aconchegante, como o colo da mãe. Os “alfacinhas” (moradores de Lisboa) parecem carrancudos numa primeira impressão, mas são dóceis com os visitantes, principalmente quando procedentes do Brasil.

Mulheres vestindo saias rodadas e meias pretas, homens com boinas jogando gamão e garçons com bigodões e guardanapos na cintura no melhor estilo português do açougue fazem parte do lado humano dessa viagem.

Ponto favorável para se descobrir a alma dessa cidade que foi tomada durante séculos pelos mouros e reconquistada pelo rei Afonso Henriques em 1147 e que por conta disso mistura estilos arquitetônicos diferentes.

Comentários

Comentários