Economia & Negócios

Nível de emprego cai 3,4%, diz Ciesp

Da Redação
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Na diretoria regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Bauru, que abrange 17 cidades, a variação do nível de emprego industrial em fevereiro foi negativa em 3,49%, conforme revela pesquisa do órgão. Os setores que contribuíram para esse resultado foram o de produtos alimentares (-11,94%) e confecção de artigos de vestuário e acessórios (-0,82%).

O resultado só não foi pior em razão do desempenho positivo dos setores de material elétrico, eletrônico e de comunicações (0,78%) e edição, impressão e reprodução de gravações (0,08%). Na comparação com o mesmo período de 2005 o cenário é pior, já que naquele ano o resultado foi negativo, mas em percentual menor: 1,05%.

Outros desempenhos semelhantes no mesmo mês foram verificados nas regiões de Matão (-7,06%), e São Caetano do Sul (-1,86%). A cidade de São Paulo também registrou retração no emprego (-0,05%). Na região metropolitana, Diadema apresentou crescimento (0,55%), e houve retração em São Bernardo do Campo (-0,10) e Santo André (-0,25%).

O nível de emprego industrial na diretoria regional do Ciesp em Jaú (composta por 11 municípios) apresentou variação positiva em fevereiro, de 0,91%.

Os setores que levaram a esse desempenho foram o de couro e artigos de viagem (6,90%) e calçados (2,12%). Na regional de Botucatu (41 cidades), a variação do nível de emprego industrial em fevereiro foi positiva (0,22%), motivada pelos setores de material de transporte (1,78%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (0,12%).

Já na regional de Marília (composta por 31 municípios), houve retração de 0,34% em fevereiro. O número foi influenciado pelas variações dos setores têxtil (-3,14%), máquinas e equipamentos (-0,25%) e metalúrgica (-0,24%).

A pesquisa também mostra que, no mês de fevereiro, as contratações da indústria no Estado de São Paulo cresceram 0,14%, com a criação de 2.807 novos postos de trabalho. De acordo com Boris Tabacof, diretor do Departamento de Economia (Decon) do Ciesp, esses não são números animadores.

“Estamos nos contentando cada vez mais com resultados modestos. O clima na indústria é de desânimo e o resultado disso é que não estão sendo feitos investimentos produtivos que estimulariam o crescimento mais vigoroso do emprego.”

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