Os casados, de papel passado, têm uma saúde melhor que os não casados. É a conclusão de uma pesquisa conduzida pelo norte-americano Centro para Controle de Doenças (CDC), que entrevistou 127.545 pessoas entre 1999 e 2002, não importando a renda, status, educação ou etnicidade. De todos os adultos com mais de 18 anos, 11,9% estavam mal. Os casados são os menos doentes, representavam 10,5%, enquanto que os viúvos eram os piores, 19,6.%.
Entre os fumantes, os casados representam 18,8% contra 22,9 do total. Os casais que moram juntos são os que têm mais problemas com o fumo, representam 38,4%, seguidos dos divorciados com 34,7%. De todos os adultos, 4,7% são alcoólatras. Entre os casados, somente 3,7% tem esse problema, já os que vivem juntos apresentam índices de 8,2%, seguidos dos divorciados, 6,6. Os casados só perdem no quesito peso, 70,6% dos homens casados contra 65,1 do total de homens. Entre as mulheres, em geral, são obesas, 48,5%, as casadas representam 48,6, já as viúvas, 53,2. Esta é mais uma pesquisa a referendar o casamento de papel passado tão defendido pela Igreja. E, ao que parece, São Paulo parecia compreender a essência humana. Paulo diz que “a mulher não tem poder sobre o próprio corpo, mas o marido; igualmente o marido não tem poder sobre o próprio corpo, mas mulher. Não vos recuseis uns aos outros” (1ª Coríntios 7). Também em Gênesis encontramos uma ordem especial: “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou dizendo ‘frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra’”. A Bíblia é sutil mas muito clara no seu intento e na definição da missão do casal na família. Agora é a ciência quem comprova o que a religião já sabia. Como já tivemos oportunidade de ver em detalhes, uma pesquisa da Universidade de Nova Iorque mostra que o sexo pode melhorar o sistema imunológico e suprimir a dor. A da Faculdade de Medicina de Winsconsin mostrou que o relacionamento sexual alivia os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) em algumas mulheres. Na Universidade de Ohio descobriu-se que entre as mulheres que têm câncer no seio, as que tinham uma boa vida sexual tinham melhores níveis de célula T e viviam mais.
A Universidade de Rutgers observou uma maior resistência à dor entre as mulheres que sofrem alguma doença grave, como a artrite crônica. Já as Universidades de Maryland e a de Chicago verificaram que os casados são os mais ativos. E uma pesquisa da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, mostrou que quem tem relações sexuais mais freqüentemente, tem menor risco de sofrer infartos fatais ou de sofrer um derrame. Só que esses benefícios estão ligados a relacionamentos estáveis como mostrou o estudo do Hospital St. Thomas, de Londres. Fica muito bizarro fazer-se uma apologia do “sexo” a casais casados mas, parece, alguns são acometidos de uma grave crise de perda de inteligência e capacidade de raciocínio. Não pensam direito e nem percebem que precisam de aconselhamento de outrem. E quando se diz que o casal deve se amar profundamente, deve-se amar em todos os sentidos que essa palavra possa exprimir. E quem se amou a ponto de registrar no cartório e na igreja, não pode se esquecer que estabeleceu um tipo de relacionamento mais intenso que um ser humano pode ter.
Assim, sua esposa não é sua mãe ou babá, nem seu esposo é seu amigo ou filho, quando isso acontece, findou o casamento. Casamento é mais que isso. Se o casal não entende nem se entende, falhou como unidade, fracassou como família. Sofrem os filhos.E qual dos dois vai explicar para as crianças que só sabem amar os pais? Talvez seja melhor que os adultos recubram a razão. (O autor, Mario Eugenio Saturno, é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)