Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Sinserm na mesa

O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) afirmou ontem à coluna que não há nenhum fator que o impeça de ir para a mesa de negociações com a prefeitura de Bauru. Segundo a diretora Sônia Carvalho, quem não tem atendido aos pedidos de reunião é o prefeito Tuga Angerami (PDT).

• Greve e diálogo

“Até o dia 15, não fomos chamadas para conversar. De lá para cá, tentamos várias vezes marcar, mas não fomos atendidas”, disse Sônia Carvalho, lembrando que a greve deverá acontecer em qualquer dia desta semana, mas que mesmo assim o sindicato continua disposto ao diálogo.

• Ordem invertida

“Em negociação salarial, antes de tudo esgotam-se todas as possibilidades de entendimento e depois, caso haja impasse, se aciona o Poder Judiciário. O sindicato fez o contrário. Foi ao Judiciário pedir a incorporação do abono de R$ 100,00 e, com isso, provocou o fim do diálogo. Nós estamos abertos à negociação da forma correta, porque não queremos prejudicar nossos servidores”, rebate Paulo Canalli, chefe de Gabinete da prefeitura.

• CEI para coleta

Por falar no Sinserm, a entidade sondou com a presidência da Câmara Municipal de Bauru a possibilidade da instalação de uma CEI para averiguar todo o processo de degradação da coleta do lixo na cidade, que culminou com a decisão da prefeitura de terceirizar o serviço. Mas o assunto não teve acolhida, em razão de não haver algo concreto denunciado.

• Um bom debate

A polêmica sobre quem deve administrar o novo aeroporto de Bauru-Arealva está longe de terminar. Por enquanto, tem havido um debate de bom nível, que contempla visões e interesses diversos em relação ao comando do local – se deve ser o Daesp (como é atualmente) ou se a Infraero (que demonstra interesse) deveria assumir.

• Brigadeiro no ar

Na próxima quarta-feira (dia 5), haverá mais um episódio desta discussão, com a vinda a Bauru do presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira. Ele estará na sede da Acib, a partir das 9h30, a convite do Grupo Pro Bauru, presidido pelo empresário Cássio Carvalho.

• Chance de discutir

Haverá críticas dos que defendem a manutenção do Daesp no comando das operações, mas antes de lançarem os torpedos, seria de bom grado que todos fossem ao encontro do brigadeiro, até mesmo para questioná-lo, de fato, sobre o porquê deste interesse no aeroporto.

• Sugestão do leitor

O leitor José Edson Ferrari, de Bauru, enviou e-mail sugerindo ao JC liderar uma campanha para que o novo aeroporto tenha como denominação “Marcos Pontes”, o astronauta bauruense. Seria muito justa a homenagem, Ferrari, mas há entraves, se não obstáculos: o aeroporto já tem nome oficializado (João Ribeiro de Barros) e a legislação proíbe dar nome de pessoas vivas com menos de 65 anos a qualquer obra pública.

• Maturação histórica

Porém, certamente Marcos Pontes vai emprestar seu nome a muita coisa não só em Bauru como no Brasil. Há feitos sobre os quais só temos a exata noção da dimensão após algum tempo. É o caso de Pontes, que será homenageado pelo JC e inúmeras entidades civis juntamente com sua família.

Comentários

Comentários