NOVAS EMOÇÕES
Depois de Palmeiras x Corinthians, quando foi anulado aquele gol de Tevez, mais um clássico foi marcado por arbitragem polêmica. Ontem à tarde, no Morumbi, o São Paulo venceu o Santos (3 a 1) de virada, adiando para a última rodada a decisão do título deste ano. A arbitragem no clássico foi fraca, mas o tal ponto eletrônico não teve nada a ver com os erros do juiz e bandeirinhas. Um gol legal do são-paulino Josué foi anulado. O pênalti que originou o gol do Santos, convertido por Léo Lima, não existiu. Mas o primeiro gol do São Paulo, também de pênalti e marcado por Rogério Ceni, foi duvidoso. Pode ser que eu esteja enganado, mas não vi Maldonado tocar a mão na bola dentro da área. Com a justa vitória, o Tricolor, que ainda sonha com o bicampeonato estadual, tem agora 39 pontos, apenas um a menos que o alvinegro praiano, que precisava de um simples empate para acabar com o jejum que dura desde 1984. Comentei neste coluna, que seria difícil o Peixe vencer o clássico, mas que na derradeira rodada do Campeonato Paulista conquistará o caneco. E é o que vai acontecer domingo, com todos os jogos à tarde. O São Paulo enfrenta o Ituano, no Interior. O Santos joga em casa contra a Portuguesa, que venceu ontem o Ituano, mas continua com a corda no pescoço. Vai rolar a festa a festa na Vila, porque era só o que faltava a Lusa vencer o líder.
REABILIADO
A Ponte Preta está livre do rebaixamento, mas decepcionou ontem, ao ser derrotada (1 a 0) pelo Corinthians. Afinal, a Macaca jogou em casa e o adversário, que vinha de um jejum de cinco partidas, não contou com o time titular em Campinas. O resultado deixou o Alvinegro em sexto lugar, com 30 pontos, e evitou a maior sequência de jogos sem vitórias desde 1992. O Corinthians agora concentra suas forças na Libertadores. Com a equipe titular, pega a Universidad Católica, quinta-feira, no Chile. Domingo, despede-se do Paulistão contra o Paulista.
EMPATE RUIM
A torcida não gostou, mas o empate de 1 a 1 não foi um resultado desastroso para o time de Paulo Comelli. Afinal, o Noroese isolou-se na terceira colocação e garantiu a melhor campanha desde que começou a disputar a Primeira Divisão. O empate foi ruim porque esperava-se bela vitória na despedida do time diante de sua torcida. Mesmo com um homem a mais, o Norusca não conseguir vencer o Bragantino e desperdiçou a ótima oportunidade de continuar lutado pela segunda colocação - embora o terceiro ou quarto lugar venha a ficar de bom tamanho, diga-se de passagem. Mas no jogo de sábado, os alvirrubros, mais uma vez, pecaram pela falta de pontaria, problema crônico da equipe alvirrubra desde as primeiras rodadas do Campeonato Paulista. A situação está boa agora, mas poderia estar melhor se o time tivesse um matador de ofício e não perdesse tantas chances claras de gols assim. O Braga quase não atacou, mas marcou bem e usou os contra-ataques com muito perigo e rapidez. No entanto, o placar acabou sendo justo. A meta agora é vencer o Juventus em São Paulo, para encerrar a competição com chave de ouro.
VEXAME
Diante de um público diminuto e atuando com jogadores reservas, o Palmeiras fez feio na sua despedida. O time de Émerson Leão fechou sua participação em casa no Paulistão, com derrota por 2 a 0 para o Rio Branco. A pequena torcida não aguentou e gritou: “Time sem vergonha”. Com o vexame de sábado à noite no Palestra, o Palmeiras não tem mais chances de ser o vice-campeão de 2006 e pode terminar em quarto lugar.
REFORÇO
Ricardo Oliveira está próximo de um acordo com o São Paulo. O atacate espera o sinal verde do espanhol Betis. O jogador tem interesse em atuar no Brasil, pois acha que ficaria mais perto de convocação para a Copa do Mundo. Ricardo Oliveira operou os ligamentos cruzados do joelho direito no final de novembro do ano passado.
VOANDO BAIXO
O Grande Prêmio da Austrália teve vários acidentes e um vencedor já conhecido, que por sinal pretende fazer história na Fórmula 1. O espanhol Fernando Alonso venceu novamente e dispara na liderança. Embora o Mundial esteja apenas no começo, o piloto da Renault caminha para o bicampeonato. A Ferrari fracassou nesse GP, o terceiro da temporada, e o autódromo de Melbourne viu o acidente de Felipe Massa já na primeira volta. O piloto da Ferrari terminou a corrida em último lugar. Esse também não vira. O outro brasileiro coadjuvante do Mundial de F-1, Rubens Barrichello, teve um pouco mais de sorte, ficando em sétimo, dos 13 carros que terminaram a prova.
MEMÓRIA
Copa do Mundo do México/86: Brasil 1 x 0 Espanha, em Guadalajara, gol de Sócrates. Árbitro: Christopher Bambridge. Público pagante: 52 mil. Brasil: Carlos; Edson, Júlio César, Edinho e Branco; Júnior (Falcão), Elzo, Alemão e Sócrates; Careca e Casagrande (Muller). Técnico: Telê Santana. Espanha: Zubizarreta; Tomás, Goicoechea, Maceda e Victor; Camacho, Michel, Francisco (Señor) e Butragueño; Júlio Alberto e Salinas. Técnico: Miguel Muñoz.