A Prefeitura de Bauru está bem próxima de concluir a desapropriação de terrenos da família Crivelli, em um total de quatro alqueires, para construir a futura Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), próximo do Distrito Industrial I. Ontem, o Executivo declarou de utilidade pública a gleba, cujo decreto foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM). Agora, falta concluir a negociação para o pagamento da área, que vai substituir a anterior, que está muito mais perto do setor industrial, o que gerou reação contrária à instalação.
O Departamento de Água e Esgoto (DAE) obteve no mês passado licença da Companhia de Tecnologia de Saneamento para a região que compreende a área, localizada entre o córrego Vargem Limpa e o Distrito Industrial I. Com isso, a administração resolveu substituir a gleba onde seria instalada a ETE.
De acordo com o presidente do DAE, José Clemente Rezende, o processo de desapropriação está praticamente completo. “Faltam apenas alguns detalhes, mas estamos finalizando”, disse. Clemente ressaltou que os valores negociados com os proprietários da área estão bem próximos do que a prefeitura tinha oferecido anteriormente.
Segundo ele, o valor do metro quadrado do terreno deve ficar em torno de R$ 3,00. “Conversamos com alguns corretores e eles dizem que o valor condiz com a realidade do mercado”, frisou. O presidente da autarquia informou que espera concretizar a desapropriação até o final da próxima semana.
No começo de março, o DAE ofereceu a permuta de terrenos próprios, avaliados em R$ 170 mil, com o de propriedade da família Crivelli, e estava negociando o pagamento parcelado da diferença, algo em torno de R$ 500 mil.
No entanto, o presidente do DAE não quis se manifestar a respeito das negociações. Segundo ele, existem algumas propostas, mas qual será a forma de pagamento depende de aval do prefeito Tuga Angerami (PDT). “Assim que o prefeito der o aval nós podemos concluir a negociação”, salientou.
Após concluir o processo de desapropriação da área, o presidente do DAE informou que pretende abrir licitação, visando a contratação de uma empresa para elaborar o projeto executivo da ETE. “O projeto básico já está pronto, falta o projeto executivo, ou seja, o que será necessário para realizar a obra”, explicou.