Estudos realizados por estudiosos sobre as intempéries, causa de grandes precipitações pluviais, tem deixando para trás erosões, enchentes, assoreamentos e destruição, os quais prevêem, a médio e a longo prazo, a falência do sistema de água doce e potável e, conseqüentemente, de todos os seres vivos que dela dependem para sobreviver.
Dia 22 p.p., na Casa do Advogado de Bauru, homenageou-se o Dia Mundial do Planeta Água, numa referência toda especial à água doce e potável, e o risco de seu desaparecimento a curto prazo. Para comemorar, foi exibido um filme sobre o assunto.
O risco de seu desaparecimento, na minha opinião, é antigo. Os estudiosos, principalmente os dos últimos tempos, têm apresentado, com exuberância de dados, seus resultados estarrecedores. E apresentaram ainda algumas de suas causas.
Lembro-me, quando bem pequeno, eu ia com meus pais buscar água para beber, numa mina que havia na margem esquerda do rio Bauru, na altura da rua Azarias Leite. Eram tantas e todas desapareceram soterradas pelos assoreamentos do rio Bauru, elevando o seu nível, nestes últimos 70 anos, em mais de quatro metros, e com o desaparecimento das nascentes, igualmente tiveram o triste fim as casas ribeirinhas.
Não farei nenhuma alusão ao rio Bauru e aos seus tributários, totalmente mortos pela poluição, tendo como causa a vaidade, inoperância, imperícia, incapacidade e até ingenuidade administrativa de governantes e governados.
No meu parecer, a água está aí viva, sob a terra, e na superfície, nos rios, toda poluída. E para recuperá-la com toda a sua grandeza e plenitude, é preciso que das cinzas apareçam probos administradores, políticos e povo capazes da realização desse grande feito.
Uma das barreiras que encontrarão, como sempre, será a falta de recursos, e eles poderão advir com a proibição severa de despesas perdulárias, como viagens milionárias ao Exterior do senhor presidente da República e de seus sequazes, que para fazer algo de útil, quando o fazem, na minha opinião, não precisamos de governantes e seus asseclas caixeiros para fazê-lo, pois existem no Exterior as embaixadas e os escritórios de representação comercial, incluindo-se aí os gastos com o criminoso caixa 2 e as bilionárias campanhas eleitorais. E SMJ (salvo melhor juízo), significativo número de eleitores(as), ainda ignaros e gericos, corremos o sério risco de os reelegerem.
Seminário de Engenharia - Cresce Brasil, realizou-se dia 27 p.p., pela Assenag (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru), o primeiro Seminário de Engenharia, que trata de energia e desenvolvimento, promovido no Estado pelo Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo). Das centenas de participações que tive em seminários sobre acontecimentos que trataram dos mais diversos assuntos, num desses a tese principal abordava as enchentes. Daí, creio que pessoas abnegadas, em prevendo para o futuro a escassez da força energética produzida pelas atuais hidrelétricas, criaram importantes alternativas, como dos derivados da cana-de-açúcar, da mamona e outras fontes, não tão importantes como as hidrelétricas.
Recordo-me que apresentei proposta e nela mencionei o perigo das terras arrastadas pelas enxurradas, dos assoreamentos que poderiam causar, em assoreando as calhas dos rios tributários, dos reservatórios das barragens hidrelétricas comprometendo a produção do sistema energético. Muito obrigado.
Diorindo Lopes - oficial de administração aposentado da RFFS/A