• Relação difícil
Se a vida do prefeito Tuga Angerami (PDT) na Câmara Municipal não está nada fácil, ele pode esperar mais barulho por parte dos vereadores. A bola da vez será o reajuste concedido aos servidores. Os parlamentares, inclusive os de oposição, entendem que a situação financeira da prefeitura não permite um reajuste maior do que os 5,03% propostos por Tuga, mas devem bater na tecla da falta de diálogo com o Sindicato dos Servidores.
• Aumento do PAS
As divergências entre Executivo e Legislativo não param. Acostumado a receber as críticas dos vereadores, Tuga resolveu reagir e criticar. Segundo ele,alguns parlamentares agiram com irresponsabilidade ao ampliar o teto salarial para quem terá direito ao programa de alimentação dos servidores (PAS). Segundo ele, ao aumentar o teto de R$ 519,00 para R$ 750,00, os vereadores inviabilizaram todo o projeto, que acabou vetado.
• Vai para Câmara
Assim como fez com o fundo de tratamento de esgoto, o prefeito deve ir à Câmara Municipal falar sobre o projeto que cria o Pas. Tuga tem pressa, já que a desativação da cozinha industrial do Caic depende da aprovação do projeto. A comida será fornecida por tíquete a R$ 4,00 cada um. Já demonstramos aqui como a Comissão de Justiça da Casa não observou a inconstitucionalidade das emendas aprovadas no projeto.
• Ainda o salário
Para o presidente da Câmara, Toninho Garmes (PSDB), o maior problema está na base dos servidores, aqueles que ganham menos. Segundo ele, se houvesse condições de conceder reajuste maior aos funcionários que ganham menos, a pressão sobre o prefeito seria menor. Segundo ele, a Constituição Federal não permite essa diferença. Já há estudos na prefeitura sobre grades diferenciadas, dependendo da categoria, para substituir a grade única.
• Feriadão na Foz
O clima político na cidade será frio neste fim de semana. Com o feriadão, muitos políticos vão aproveitar para viajar, como o vereador Antônio Faria Neto (PDT), que está em Foz do Iguaçu e só deve voltar no domingo. Faria disse que levou as filhas para conhecer as cataratas do Iguaçu e descansar.
• Um plano de ação
Que a prefeitura tem limitações financeiras a opinião pública sabe há muito tempo. O que está difícil de assimilar é por que o governo atual não consegue implementar uma ação de resultados em alguns setores, a partir de prioridades. O governo não está conseguindo fazer a máquina funcionar em sintonia com as demandas em áreas vitais, o que é questão de gestão, de pulso.
• Livro em aberto
O secretário municipal de Finanças, Edmundo Albuquerque, afirma que o atual governo não vai pagar pela publicação de dois livros sobre a história da ferrovia, em um total de R$ 25 mil, autorizados pelo governo anterior. Edmundo disse que a questão não é de política cultural, mas de decisão de gestão sobre a despesa, referindo-se a matéria na edição de ontem do JC Cultura.
• Cobrança judicial
O secretário aborda que não entra no mérito do conteúdo do livro, mas salienta que o governo anterior fez a despesa e não pagou. “Nós não vamos pagar. Que cobrem na Justiça”, disse. Edmundo diz que a prefeitura não exerce a função de editorar livros.